Operação da Receita Federal em Sorocaba: R$ 15 milhões em mercadorias apreendidas e 3 presos
Receita Federal apreende R$ 15 mi e prende 3 em Sorocaba

Numa quarta-feira que começou como qualquer outra em Sorocaba, o silêncio da madrugada foi quebrado pelo movimento incomum de agentes federais. A Receita Federal, sem alarde prévio, colocava em prática uma operação que vinha sendo planejada há meses — e o alvo era nada menos que um esquema milionário de sonegação fiscal e contrabando.

Três pessoas já estão atrás das grades, enquanto os números impressionam: R$ 15 milhões em mercadorias apreendidas, incluindo aqueles eletrônicos que todo mundo quer mas poucos podem pagar, bebidas que seriam consumidas em festas chiques e cigarros que nunca pagaram impostos.

O que exatamente foi apreendido?

A lista parece saída de um catálogo de produtos premium:

  • Smartphones de última geração (exatamente os modelos que estão em falta no mercado)
  • Tablets e notebooks das marcas mais cobiçadas
  • Bebidas alcoólicas importadas — whisky, vodkas, espumantes
  • Centenas de caixas de cigarros estrangeiros
  • Perfumes e produtos de luxo

Não foi por acaso que a operação recebeu o nome de 'Placebo'. Os investigadores descobriram que o grupo agia através de empresas de fachada — um placebo empresarial, se me permitem a analogia — que emitiam notas fiscais frias para esconder a origem ilícita das mercadorias.

Como funcionava o esquema?

Parece coisa de filme, mas era realidade pura e dura. As empresas fictícias criadas pelos investigados emitiam documentos para produtos que sequer existiam no mundo real. Era pura ficção fiscal. Enquanto isso, as mercadorias de verdade — essas sim, bem reais e valiosas — entravam no país pelas sombras, sem pagar um centavo de imposto.

Os agentes da Receita não revelaram todos os detalhes, é claro. Investigação fiscal é como jogo de xadrez — você não mostra suas jogadas antes da hora. Mas fontes próximas ao caso indicam que o esquema envolvia rotas de contrabando que iam desde regiões de fronteira até o interior paulista.

E pensar que tudo isso acontecia aqui do nosso lado, numa cidade que muitos consideram pacata. Sorocaba mostrou que, às vezes, os maiores esquemas não estão nas grandes metrópoles.

Os três presos em flagrante — dois homens e uma mulher — agora enfrentam acusações sérias. Crime contra a ordem tributária, contrabando, formação de quadrilha. A lista é longa e as penas podem ser ainda longer.

O valor dos tributos sonegado? Ah, isso ainda está sendo calculado, mas初步 estimates indicam que supera a casa dos milhões. Dinheiro que deixou de entrar nos cofres públicos e que afeta todos nós, é claro.

A operação 'Placebo' ainda não terminou. Os agentes federais seguem vasculhando documentos, rastreando transações e mapeando a rede completa do esquema. E algo me diz que essa história ainda vai dar muito o que falar.

Enquanto isso, em Sorocaba, o dia seguiu seu curso normal. Mas para alguns, a quarta-feira de 28 de agosto de 2025 será lembrada por muito, muito tempo.