Rodovia vira palco de megaapreensão: caminhão com 600 mil maços de cigarros contrabandeados é interceptado pela PRF em Minas Gerais
PRF apreende 600 mil maços de cigarros contrabandeados em MG

Imagine só: uma operação de rotina que se transforma num daqueles episódios de filme policial. Foi exatamente o que aconteceu na tarde de sábado, 30 de agosto, na movimentada BR-267, bem nas proximidades de Juiz de Fora. A paisagem bucólica da Zona da Mata mineira — aquela serra verde, o céu azul — de repente virou cenário para uma apreensão de fazer cair o queixo.

Os agentes da PRF, com aquela sagacidade que só quem tá na estrada há anos desenvolve, flagraram um caminhão de placas… bem, digamos que não estavam muito convencionais. O veículo, um vermelho desbotado pelo sol, chamou atenção por trafegar de forma… peculiar. Uma certa hesitação nas curvas, talvez?

A abordagem foi rápida e precisa. E adivinha? A carga legal declarada era só fachada. Uma cortina de fumaça, literalmente. Ao abrir a carreta, os policiais se depararam com uma montanha de caixas — nada menos que 600 mil maços de cigarros de origem paraguaia, todos sem o devido pagamento de impostos. Um verdadeiro tesouro ilegal escondido ali, na rodovia.

Os números impressionam — e assustam

Pare um minuto para digerir isso: seiscentos mil maços! Se colocados um ao lado do outro, provavelmente cruzariam boa parte da cidade. O valor estimado da carga? Algo em torno de R$ 4,5 milhões. Quase cinco milhões de reais que não entraram nos cofres públicos. Dinheiro que, convenhamos, faria uma diferença danada em saúde, educação ou segurança.

Dois homens, que estavam no veículo, foram detidos na hora. Presos em flagrante por crime de contrabando. Agora, além de responder judicialmente, viram o “empreendimento” ilegal ir por água abaixo. A carga, é claro, foi apreendida e encaminhada à Receita Federal em Juiz de Fora. O caminhão também foi levado para o pátio — fim de linha para essa viagem.

O problema que não some

Esse tipo de apreensão não é exatamente raro, mas a magnitude sempre choca. O contrabando de cigarros é uma ferida aberta na economia — e na saúde pública também, já que produtos sem regulamentação fogem do controle sanitário. Sabe aquele ditado “o barato sai caro”? Pois é. A sociedade paga a conta, de um jeito ou de outro.

A PRF segue em suas operações, claro. É um jogo de gato e rato que não acaba. Mas desta vez, o gato saiu vitorioso — e com uma bela de uma presa entre as patas.