IPTU e ITBI em Campo Grande: Estudo Revela Falhas Graves na Cobrança e Impacto no Bolso do Contribuinte
Falhas na cobrança de IPTU e ITBI em Campo Grande

Pois é, meus amigos. A situação não tá nada boa para o lado de lá, viu? Um daqueles estudos que a gente até suspira de tão técnico – feito pelo Tribunal de Contas do estado, o TCE-MS – botou o dedo na ferida e revelou uma verdade que muitos desconfiavam: a cobrança do IPTU e do ITBI em Campo Grande está cheia de furos. E não são pequenos.

Imagine a cena: o fisco municipal, que deveria ser uma máquina bem oleada, parece mais um peneirão. A arrecadação, claro, fica capenga. E no final das contas, quem paga o pato é sempre o mesmo – o cidadão que já cumpre direitinho com suas obrigações.

Onde Estão os Buracos?

O relatório é claro e contundente. As falhas não são uma ou duas; são sistêmicas. A prefeitura simplesmente não tem um controle eficiente para saber quem deve, quem pagou ou quem nunca nem se quer foi cobrado. É uma bagunça que beira o inacreditável.

  • Cadastro desatualizado: Quantas propriedades mudaram de dono, valor ou até mesmo finalidade e continuam sendo tributadas como se nada tivesse acontecido? Muitas.
  • Fiscalização insuficiente: Faltam olhos. Faltam agentes. Faltam auditorias de campo para cruzar o que está no papel com a realidade dos bairros.
  • Falta de integração: Os sistemas não conversam entre si. Dados que poderiam flagrar inconsistências simplesmente se perdem em departamentos estanques.

O resultado? Uma evasão fiscal que daria um susto em qualquer um. Dinheiro que deixa de entrar nos cofres públicos e que faria uma diferença danada na saúde, na educação, no asfalto que tanto reclamamos.

E o Contribuinte? O Que Diz a Lei?

Aqui é que a coisa fica ainda mais espinhosa. Enquanto uns – por falha do sistema ou má-fé – escapam ilesos, o cidadão comum, assalariado, que paga seus impostos em dia, acaba carregando sozinho o fardo de manter a cidade funcionando. É uma injustiça silenciosa, mas que dói no bolso.

O estudo do TCE-MS não para por aí. Ele aponta, com todas as letras, que a prefeitura precisa, urgentemente:

  1. Modernizar seu cadastro técnico, com atualizações constantes e cruzamento de dados.
  2. Reforçar a equipe de fiscalização, investindo em treinamento e tecnologia.
  3. Criar mecanismos automáticos de checagem para reduzir a margem de erro – e de malandragem.

Não é pedir o impossível. É pedir o básico de qualquer gestão pública que se preze: eficiência e equidade.

No fim das contas, a história é sempre a mesma: transparência e gestão. Quando uma falha dessas é exposta, é uma chance de ouro para corrigir rotas. Espera-se que a prefeitura encare o problema de frente e não varra a sujeira para debaixo do tapete. Afinal, o dinheiro que está escapando por esses buracos é seu, é meu, é de todo mundo.