
Nada como acordar com uma notícia que restaura um pouquinho da fé na justiça, não é mesmo? Pois é exatamente isso que aconteceu nesta terça-feira (27) no Distrito Federal.
A Polícia Civil, sempre nos bastidores, vem trabalhando duro — e digo, muito duro — para desmontar uma organização criminosa que especializou-se em aplicar golpes financeiros. A operação, que recebeu o nome sugestivo de 'Hermes' (aquele deus das viagens e... dos comerciantes, ironicamente), não deu chance para os suspeitos.
O estrago financeiro que esses criminosos causavam era enorme. Segundo as investigações, o prejuízo total pode chegar a casa dos R$ 20 milhões. Sim, você leu certo: vinte milhões de reais. Uma grana que, com certeza, faz falta no bolso de muita gente honesta.
O que a polícia apreendeu?
O resultado prático foi impressionante. A justiça autorizou o bloqueio de:
- Dois carros de luxo (porque criminoso adora um conforto, né?)
- Três imóveis localizados em regiões nobres do DF
- Valores em contas bancárias que, somados aos bens, totalizam R$ 5 milhões
Não foi pouco, não. A ação coordenada partiu da 1ª Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), e os mandados foram cumpridos em várias regiões administrativas: São Sebastião, Vicente Pires e até no Sudoeste, um dos endereços mais caros de Brasília.
Como funcionava o golpe?
Parece coisa de filme, mas era real. Os investigados — sim, no plural — criavam empresas de fachada. Fantasmas. Com CNPJs que não passavam de cascas vazias, eles emitiam notas fiscais frias, conseguiam empréstimos bancários que nunca seriam pagos e ainda desviavam recursos públicos. Um verdadeiro esquema de quebra-caixas em larga escala.
O delegado Gabriel Mattos, que comandou a operação, foi direto ao ponto: "A investigação mostrou um padrão sofisticado de crimes contra o sistema financeiro e a administração pública". Em outras palavras: eram profissionais do ilícito.
E olha, o trabalho foi minucioso. A investigação começou lá atrás, em 2023, e só agora chegou ao seu auge com os bloqueios. Dois homens, identificados como os líderes do esquema, já estão com os pés e as mãos amarrados pela lei. Eles responderão por formação de organização criminosa e vários outros crimes previstos no nosso Código Penal.
Para quem acha que o crime compensa, aí está a resposta. A justiça pode até demorar — e como demora! — mas uma hora ela chega. E chegou com endereço certo e nome marcado.