Perícia revela alta qualidade de notas falsas apreendidas em Caxias do Sul
Notas falsas de R$ 100 tinham 'boa qualidade', diz perícia

Perícia atesta qualidade de notas falsas apreendidas em operação no Rio Grande do Sul

Um laudo pericial realizado sobre as notas falsificadas apreendidas em Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, concluiu que as cédulas possuíam "boa qualidade" e eram suficientemente semelhantes às originais para enganar uma pessoa comum durante uma transação cotidiana. O material fazia parte de um lote de 1.125 notas de R$ 100 encontradas na residência de um morador do município, que foi condenado pela Justiça Federal pelo crime de armazenamento de moeda falsa.

Condenação e detalhes da sentença judicial

A sentença, divulgada na última quinta-feira (19) pela 5ª Vara Federal de Caxias do Sul, estabeleceu uma pena de seis anos, um mês e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além do pagamento de multa. A identidade do réu não foi revelada pelas autoridades, preservando aspectos processuais. A defesa do condenado ainda possui o direito de recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), localizado em Porto Alegre.

Operação policial e apreensão do dinheiro falsificado

Conforme a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), o caso remonta ao mês de abril de 2025. Na ocasião, equipes da Brigada Militar investigavam a circulação de dinheiro falso na região serrana quando receberam informações concretas sobre a possível participação do homem na prática criminosa. Ao se aproximarem do endereço indicado pelas investigações, os policiais relataram que o suspeito teria corrido para dentro de sua casa numa tentativa desesperada de destruir as cédulas falsas.

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Os agentes de segurança pública adentraram o imóvel e realizaram uma busca minuciosa, localizando um total de 1.125 notas falsificadas, todas com o valor nominal impresso de R$ 100, o que representa um montante equivalente a R$ 112,5 mil em dinheiro ilegítimo. A apreensão foi considerada uma das maiores da região nos últimos anos envolvendo falsificação de moeda.

Fundamentação da decisão judicial

Para o juiz federal Daniel Antoniazzi Freitag, responsável pelo caso, as provas reunidas ao longo do processo criminal confirmam de maneira cabal que o réu tinha plena consciência da falsidade do material apreendido e, mais do que isso, demonstrava clara intenção de colocá-lo em circulação no mercado, prejudicando a economia local e a confiança na moeda nacional. A decisão judicial enfatizou a gravidade do crime e a necessidade de uma punição exemplar para coibir práticas semelhantes.

O caso segue sob os holofotes da Justiça Federal, que tem intensificado as operações de combate à falsificação de moeda em todo o estado do Rio Grande do Sul, especialmente em regiões com grande fluxo comercial como a Serra gaúcha.

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