Contador foragido é investigado por esquema de fraude de R$ 55 milhões no agronegócio
Contador foragido em esquema de fraude de R$ 55 mi no agro

Contador foragido é alvo de investigação por esquema milionário no agronegócio

A Polícia Civil divulgou cartazes de procura de Paulo Cesar Maciel dos Santos, contador considerado foragido por suposto envolvimento em uma organização criminosa que fraudou aproximadamente R$ 55 milhões no setor do agronegócio, especificamente em impostos estaduais. Segundo as autoridades, ele realizou procedimentos estéticos recentemente, o que pode dificultar seu reconhecimento.

Operação El Dourado e crimes investigados

Paulo Cesar foi um dos alvos da Operação El Dourado, executada na manhã de terça-feira (24). Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG) contra o principal responsável pelo esquema. Além disso, foram efetuadas duas prisões por porte ilegal de arma de fogo e seis ordens de busca e apreensão, sendo duas em Unaí e quatro em Palmas.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele é investigado pelos crimes de falsidade ideológica, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Existe um mandado de prisão em aberto contra ele. O advogado de Paulo Cesar informou à reportagem da TV Anhanguera que não teve acesso aos autos do processo, enquanto o Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins (CRC-TO) não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Como funcionava o esquema fraudulento

Segundo a polícia, o esquema era composto por empresas de fachada que simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos.

As empresas operavam com estruturas mínimas e não declaradas. A sede funcionava em um espaço de 24 metros quadrados, equipada apenas com uma mesa, uma cadeira e um notebook, sem qualquer indício de atividade real no setor agropecuário. Ex-funcionárias relataram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto e dar aparência de legalidade, sendo orientadas a instalar softwares de acesso remoto para que os líderes da organização controlassem os computadores de outras localidades, simulando operações no Tocantins.

Uso de "laranjas" e continuidade das ilegalidades

O grupo utilizava pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica como "laranjas", inserindo-as como sócias em empresas constituídas como sociedades limitadas unipessoais, que permitem apenas um sócio. O capital social declarado dessas empresas era de até R$ 10 milhões, integralizado de forma fictícia. Quando a Secretaria da Fazenda detectava irregularidades e bloqueava a inscrição estadual de uma empresa, o grupo ativava uma nova para dar continuidade às atividades ilegais.

Como colaborar com a investigação

Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode entrar em contato pelo Disque 197 ou por meio do WhatsApp (63) 3218-1069. O anonimato é garantido pelas autoridades. A polícia continua as investigações para desarticular completamente a organização criminosa e recuperar os valores desviados.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar