Passageiro usa garrafa térmica para contrabandear medicamentos de emagrecimento no Galeão
Garrafa térmica usada para contrabandear remédios no Galeão

Operação conjunta apreende medicamentos de emagrecimento contrabandeados em garrafas térmicas no Aeroporto do Galeão

Uma ação de fiscalização realizada pela Receita Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultou na apreensão de mais de 300 medicamentos para emagrecimento no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão. O fato ocorreu nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, durante a inspeção de passageiros que desembarcavam de um voo proveniente de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.

Detalhes da apreensão e método de ocultação

Os agentes identificaram um homem de 48 anos, natural de Minas Gerais, que transportava os remédios trazidos do Paraguai. Os produtos estavam escondidos de forma engenhosa dentro de garrafas térmicas na mala do passageiro, em uma tentativa de burlar os controles alfandegários e sanitários.

Ao todo, foram apreendidas 324 ampolas de medicamentos, incluindo:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • 52 ampolas de Lipoless MD 15 mg/0,5 ml (2,4 ml)
  • 80 ampolas de Lipoless 15mg/0,5 ml (0,5 ml)
  • 192 ampolas de TG 15 (0,5 ml/0,5 ml)

Estes fármacos são fabricados a partir da tirzepatida, que é o princípio ativo utilizado em canetas emagrecedoras, amplamente procurados no mercado ilegal.

Riscos à saúde pública e procedimentos legais

Segundo a Receita Federal, os medicamentos apreendidos precisariam passar por um rigoroso controle sanitário antes de serem introduzidos no território nacional. A ausência dessa fiscalização prévia representa sérios riscos à saúde pública brasileira, pois os produtos podem não atender aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação.

Para transportar medicamentos de maneira adequada e legalizada, o passageiro deveria ter obtido uma autorização prévia de órgãos competentes, como a Anvisa. A falta dessa documentação configura uma infração grave, sujeita a penalidades administrativas, fiscais e sanitárias.

O material retido será submetido a procedimentos administrativos, fiscais e sanitários, conforme determina a legislação vigente. As autoridades reforçam a importância de combater o contrabando de medicamentos, que além de prejudicar a economia, coloca em risco a saúde da população.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar