Obra de alargamento da Praia Central de Balneário Piçarras atinge 50% de conclusão
Alargamento da Praia Central de Balneário Piçarras atinge metade

Obra de alargamento da Praia Central de Balneário Piçarras atinge 50% de conclusão

A obra de alargamento da Praia Central de Balneário Piçarras, localizada no Litoral Norte de Santa Catarina, alcançou a marca de 50% de execução. Este é o quarto projeto de engordamento da faixa de areia realizado na mesma praia ao longo dos últimos 27 anos, demonstrando um compromisso contínuo com a preservação e melhoria do principal atrativo turístico da cidade.

Detalhes do projeto e investimentos

Iniciada em 23 de janeiro, a obra tem um prazo total de 60 dias para ser concluída. Os investimentos, que ultrapassam a cifra de R$ 40 milhões, são financiados pelo Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e por recursos próprios do município. O projeto abrange aproximadamente dois quilômetros de extensão, no trecho entre o molhe da Avenida Getúlio Vargas e o molhe da barra do Rio Piçarras.

A operação é executada pela draga Amazone, responsável pelo transporte de cerca de 6 mil metros cúbicos de areia por dia, com até quatro operações diárias. Os sedimentos utilizados possuem as mesmas características da areia original da praia, conforme exigência do licenciamento ambiental, e são extraídos de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, próxima à Ponta da Vigia, no município de Penha.

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Impacto na faixa de areia e liberação para banhistas

A nova extensão projetada prevê, em média, 30 metros de largura adicional na faixa de areia em relação à configuração atual da orla. Em alguns trechos, como na Praia da Barra, a largura passará de 10 a 12 metros para quase 40 metros. Em outros, que possuíam cerca de 15 metros, a faixa de areia será ampliada para 45 a 50 metros.

Com a conclusão de 50% da obra, o segundo trecho do alargamento foi liberado para os banhistas. Atualmente, as pessoas podem frequentar as seguintes áreas da Praia Central:

  • Entre o Molhe da Barra e o Molhe da Rua Alexandre Guilherme Figueiredo
  • Após o molhe da Avenida Getúlio Vargas, trecho onde não está sendo executada a obra

Antes da abertura ao público, equipes técnicas das empresas responsáveis pela obra, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar, realizaram avaliações no local para garantir a segurança da população.

Contexto histórico e importância ambiental

Esta é a quarta obra de alargamento em Balneário Piçarras em 27 anos. O projeto atual, elaborado em 2018, foi pensado para ter uma vida útil entre 10 e 20 anos. O trecho escolhido é onde ocorre com mais frequência a erosão da areia, devido à localização da cidade em uma área de mar aberto, com correntes marítimas que levam os sedimentos no sentido norte.

Balneário Piçarras tem todas as suas orlas com a Bandeira Azul, um selo internacional que reconhece locais que se destacam no quesito ambiental. A cidade, que possui 27 mil habitantes e viu sua população crescer 58% entre os censos de 2010 e 2022, utiliza o alargamento da faixa de areia como uma estratégia para criar uma barreira contra o avanço do mar e a erosão, especialmente durante ressacas, além de aumentar a área disponível para os banhistas.

Os três alargamentos anteriores serviram como aprendizado para o projeto atual. Na primeira obra, não houve durabilidade devido à falta de elementos de contenção da areia. No segundo, foram executadas estruturas de pedras (molhes) que proporcionaram certa durabilidade. No terceiro, uma manutenção foi realizada, mas a erosão retornou devido aos materiais utilizados. A experiência acumulada agora orienta uma abordagem mais eficaz e sustentável.

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