Sargaço cobre faixa de areia da praia de Ajuruteua em Bragança, no Pará
Sargaço cobre praia de Ajuruteua em Bragança, Pará

Sargaço cobre faixa de areia da praia de Ajuruteua em Bragança, no Pará

Uma grande quantidade de algas marinhas, conhecidas como sargaço, cobriu completamente a faixa de areia da praia de Ajuruteua, localizada em Bragança, no nordeste do estado do Pará. O fenômeno começou a ser observado na segunda-feira, dia 13, e em poucas horas se espalhou por toda a orla, surpreendendo banhistas e comerciantes que atuam na região.

Operação de remoção mobiliza secretaria municipal

Na terça-feira, dia 14, a Secretaria de Obras e Urbanismo de Bragança entrou em ação para remover o material acumulado na praia. A operação contou com tratores e caçambas, com o objetivo principal de garantir o acesso dos visitantes à praia, que é um dos principais pontos turísticos do município. Apesar do cenário inusitado, a praia permaneceu aberta ao público, e o banho de mar não foi proibido.

Especialistas explicam causas do fenômeno

De acordo com especialistas consultados, o sargaço que chegou à praia de Ajuruteua tem origem no oceano Atlântico, sendo trazido até a costa por correntes marítimas e fortes ventos. Nos últimos anos, esse fenômeno tem sido registrado em várias praias do nordeste paraense, embora em outros balneários populares, como Salinópolis e Marudá, não tenha havido acúmulo significativo até o momento.

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A proliferação em larga escala dessas algas marinhas está relacionada a três fatores principais, segundo os estudiosos:

  • Aumento da temperatura do oceano Atlântico, que cria condições favoráveis para o crescimento das algas.
  • Mudanças na intensidade das correntes marítimas, que transportam o sargaço até as praias.
  • Maior presença de nutrientes no mar, o que acelera o desenvolvimento das plantas marinhas.

Impacto no turismo e na comunidade local

Apesar da cobertura extensa de sargaço, a praia de Ajuruteua continuou recebendo visitantes, que não se intimidaram com a presença das algas. Comerciantes locais relataram surpresa com a rapidez com que o material se espalhou, mas destacaram que as atividades turísticas não foram interrompidas. A operação de limpeza foi essencial para manter a acessibilidade e a segurança do local, evitando possíveis transtornos para moradores e turistas.

Esse evento reforça a importância do monitoramento ambiental e da preparação das autoridades municipais para lidar com fenômenos naturais que podem afetar áreas costeiras. A experiência em Bragança serve como um alerta para outras cidades litorâneas do Pará, que podem enfrentar situações semelhantes no futuro, especialmente com as mudanças climáticas em curso.

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