Feriado de Tiradentes: Apenas 11 das 22 praias da Grande São Luís estão próprias para banho
Feriado: só 11 praias em São Luís próprias para banho

Feriado de Tiradentes: Apenas metade das praias da Grande São Luís está própria para banho

Quem planeja aproveitar o feriado de Tiradentes para um mergulho no litoral maranhense precisa ficar atento. Um novo laudo divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) indica que, dos 22 pontos monitorados na Grande São Luís, apenas 11 estão próprios para banho. As análises abrangem praias da capital e trechos dos municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, referindo-se ao período de monitoramento entre 16 de março e 13 de abril de 2026.

Praias próprias para banho na Ilha do Maranhão

O documento, que integra a série de acompanhamento semanal das condições de balneabilidade, lista os seguintes trechos considerados próprios para banho:

  • Praia Ponta d’Areia, ao lado do Espigão Ponta d’Areia
  • Praia Ponta d’Areia, em frente à rampa de acesso à praia, ao lado direito do Praia Mar Hotel
  • Praia Ponta d’Areia, em frente ao Centro de Atendimento ao Banhista, na Praça do Sol
  • Praia Ponta do Farol, em frente ao Farol e Forte de São Marcos
  • Praia de São Marcos, em frente ao Posto Guarda-Vidas dos Bombeiros
  • Praia de São Marcos, em frente ao prédio verde com heliporto
  • Praia do Calhau, em frente à Estação Elevatória de Esgoto 2.2 da CAEMA e Círculo Militar
  • Praia do Calhau, em frente à descida da Rua Altamira, proximidades da Pousada Vela Mar
  • Praia do Meio, em São José de Ribamar, próximo ao Kacthus Bar e Restaurante
  • Praia do Araçagy, em Paço do Lumiar, em frente ao Bar e Restaurante Rainha
  • Praia do Mangue Seco, em Raposa, em frente à Biblioteca do Caranguejo, próximo às barracas da Val e do Sr. Pedro

Trechos impróprios para banho e riscos à saúde

Por outro lado, os seguintes pontos foram classificados como impróprios para banho:

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  • Praia de São Marcos, em frente à Praça do Pescador, próximo à Barraca do Chef
  • Praia de São Marcos, em frente à Banca de Jornal da praça de alimentação da Litorânea
  • Praia do Calhau, em frente à descida da Avenida Copacabana e Pousada Suíça
  • Praia do Olho d’Água, em frente à descida da Rua São Geraldo
  • Praia do Olho d’Água, à direita da Elevatória Iemanjá II
  • Praia do Olho d’Água, em frente à casa com pirâmides no teto, antes da falésia
  • Praia do Meio, em São José de Ribamar, próximo ao Bar e Restaurante Capiau 2
  • Praia do Araçagy, em São José de Ribamar, em frente à rampa principal de acesso à praia
  • Praia do Araçagy, em São José de Ribamar, em frente ao Bar da Atalaia
  • Praia Olho de Porco, em Paço do Lumiar, em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante
  • Praia Olho de Porco, em Raposa, na última barraca antes da foz do igarapé do Mangue Seco/Olho de Porco

Entre os municípios analisados, São Luís concentra o maior número de pontos impróprios, com seis trechos inadequados para banho. Em Paço do Lumiar, apenas um ponto da Praia do Olho de Porco foi classificado como impróprio. Já em São José de Ribamar, dois trechos da Praia do Araçagi e outro da Praia do Meio apresentaram condições inadequadas. No município de Raposa, um trecho foi classificado como próprio para banho.

Especialista alerta para contaminação e impactos na saúde

Segundo Keyton Coelho, doutor em Biodiversidade e Biotecnologia, a água da chuva carrega resíduos e micro-organismos das ruas diretamente para o mar, o que eleva a contaminação das praias e compromete significativamente a qualidade da água. Ele também alerta para os riscos de alergias, distúrbios gastrointestinais e infecções em decorrência do contato com água contaminada.

“Inicialmente, toda a cadeia aquática é afetada, desde microalgas e organismos filtradores até os peixes, que podem se tornar impróprios para consumo. O principal impacto, no entanto, é sobre as pessoas que utilizam essa água. O contato pode causar infecções, alergias e, em casos de ingestão, distúrbios gastrointestinais e irritações na pele”, explica Keyton.

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O especialista reforça a importância de evitar o banho em áreas classificadas como impróprias, especialmente durante o feriado, quando o fluxo de banhistas tende a aumentar. A Sema continua monitorando semanalmente as condições das praias para garantir a segurança da população.