Operação da Polícia Ambiental resulta em prisões por pesca predatória em Pinhão
Seis pessoas foram detidas pela Polícia Militar Ambiental após serem flagradas praticando pesca ilegal na represa da Usina Hidrelétrica Bento Munhoz da Rocha Neto, conhecida como Foz do Areia, localizada em Pinhão, na região central do Paraná. A ação policial foi desencadeada após a equipe de vigilância da usina acionar as autoridades, que utilizaram imagens de câmeras de monitoramento para confirmar a presença de duas embarcações realizando atividades de pesca em área proibida, especificamente abaixo da barragem.
Cerco aquático e terrestre leva à apreensão de material proibido
A polícia executou um cerco combinado, tanto aquático quanto terrestre, para abordar os barcos envolvidos. Durante a operação, que ocorreu entre sábado (28) e domingo (29), os agentes descobriram uma casa de veraneio próxima ao local, que servia como base de apoio para os pescadores. No total, foram apreendidos:
- Mais de 92 kg de peixes da espécie dourado (Salminus brasiliensis), cuja captura e transporte são estritamente proibidos por lei.
- Materiais de pesca considerados ilegais, incluindo varas, carretilhas, redes e espinhéis.
- Um revólver calibre .38, carregado com seis cartuchos intactos, além de munições adicionais encontradas na casa de veraneio.
Os detidos foram autuados pelos crimes de pesca em local proibido, uso de petrechos proibidos e captura de espécie protegida. Um dos indivíduos também responderá pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, conforme destacado pela Polícia Ambiental.
Procedimentos policiais e encaminhamentos legais
Após a prisão, os seis suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pinhão, juntamente com todos os itens apreendidos, como a arma, as munições, as embarcações e o material de pesca. A Polícia Ambiental informou que as autuações administrativas ambientais serão lavradas posteriormente e integradas ao inquérito policial, garantindo a responsabilização dos envolvidos.
Os nomes dos detidos não foram divulgados pelas autoridades, o que impede a identificação de suas defesas neste momento. A operação reforça a atuação vigilante contra crimes ambientais na região, destacando os riscos da pesca predatória para a biodiversidade local.



