Polícia Ambiental apreende 170 kg de palmito em fábrica clandestina em Sete Barras
Polícia apreende 170 kg de palmito em fábrica clandestina

Polícia Ambiental desmantela fábrica clandestina de palmitos em Sete Barras

A Polícia Militar Ambiental realizou uma operação que resultou na interdição de uma fábrica clandestina de palmitos localizada no bairro Monjolo, em Sete Barras, no interior do estado de São Paulo. A ação, ocorrida nesta terça-feira (24), foi motivada por uma denúncia anônima que alertou as autoridades sobre as atividades ilegais no local.

Condições insalubres e apreensões significativas

Os policiais ambientais encontraram o estabelecimento em um estado de extrema insalubridade, com graves violações às normas sanitárias. O preparo dos palmitos era realizado próximo a um banheiro, onde havia resíduos vegetais em decomposição, configurando um ambiente completamente inadequado para o processamento de alimentos.

Durante a operação, foram apreendidos:

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  • 117 hastes de palmito juçara e 110 kg de palmito pupunha in natura.
  • 66 kg de palmito em conserva, das duas espécies mencionadas.
  • 11 cartuchos de munições, encontrados no local.
  • Equipamentos industriais, incluindo um fogareiro, um botijão de gás, sal, ácido cítrico, picadores industriais e um caldeirão de 100 litros.

Irregularidades e fuga do proprietário

O proprietário do imóvel foi avistado pelos policiais no momento da chegada, mas conseguiu fugir para uma área de mata adjacente. No entanto, ele foi identificado posteriormente, pois deixou para trás documentos pessoais e seu celular. O indivíduo foi indiciado por:

  1. Posse irregular de munição.
  2. Crimes contra as relações de consumo.
  3. Depósito de produto florestal sem a devida licença.

Atualmente, o suspeito permanece foragido, e a multa aplicada pelos crimes cometidos ultrapassa a quantia de R$ 84.000.

Fraude na rotulagem e impactos ambientais

Uma das irregularidades mais graves constatadas foi a utilização de rótulos de outra empresa da região, uma prática fraudulenta empregada para evitar a identificação das atividades ilegais. Essa ação não apenas engana os consumidores, mas também prejudica empresas legítimas do setor.

A operação destacou os sérios riscos à saúde pública decorrentes do processamento irregular de produtos naturais e florestais, além de reforçar a importância do combate aos crimes ambientais. A Polícia Militar Ambiental continua investigando o caso para localizar e prender o proprietário foragido.

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