Operação da PF combate caça ilegal em reservas ambientais de Rondônia e prende dois suspeitos
A Polícia Federal (PF) realizou, neste fim de semana, a "Operação Fronteira Viva" em uma região de preservação ambiental no estado de Rondônia, resultando na prisão de duas pessoas e na apreensão de diversos itens relacionados a crimes ambientais. A ação foi concentrada na Baía Rica, localizada na foz do Rio Branco, no município de São Francisco do Guaporé (RO), uma área que abriga importantes unidades de conservação.
Detalhes da operação e apreensões
Durante as buscas realizadas em embarcações, os policiais federais encontraram:
- Armamentos, incluindo dois revólveres calibre .38
- Munições
- Equipamentos de pesca proibidos
- Chifres de búfalos invasores
Os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de São Francisco do Guaporé, onde ficaram à disposição da Justiça. A operação contou com a colaboração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Rondônia (BPA).
Contexto ambiental e preocupações dos órgãos de controle
A região onde a operação foi realizada é de extrema importância ecológica, concentrando três unidades de conservação:
- Reserva Biológica (Rebio) Guaporé
- Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras
- Reserva de Fauna (Refau) Pau D'Óleo
Além disso, é o ponto de encontro entre três biomas brasileiros: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado. A presença de milhares de búfalos invasores na área tem sido um vetor para a prática de caça ilegal, conforme explicou o analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.
"O caçador vem para caçar o búfalo e vê outras espécies nativas. Em diversas operações de fiscalização para combate à caça, nós pegamos caçadores com uma grande quantidade de búfalo, mas com várias espécies nativas: cervo, jacaré, tatu, o que eles encontram", comentou o especialista.
As reservas biológicas em Rondônia representam a categoria de proteção ambiental mais restritiva do estado, tornando a fiscalização contra atividades ilegais uma prioridade para os órgãos de controle. A operação foi iniciada após denúncias recebidas pelo ICMBio sobre um grupo que utilizava embarcações como apoio logístico para a caça dentro das áreas protegidas.



