Contaminação no Rio Pinto: centenas de peixes mortos e líquido branco assustam São Miguel do Iguaçu
Peixes mortos e líquido branco contaminam Rio Pinto no PR

Contaminação no Rio Pinto: centenas de peixes mortos e líquido branco assustam São Miguel do Iguaçu

Um cenário de devastação ambiental tomou conta do Rio Pinto, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. Na quarta-feira, 21 de agosto, moradores que vivem às margens do curso d'água se depararam com uma cena alarmante: centenas de peixes mortos se espalhando por aproximadamente quatro quilômetros do rio, acompanhados por uma água de coloração esbranquiçada e um odor forte característico.

Suspeita de defensivo agrícola e líquido branco

Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram acionados e, ao chegarem ao local, identificaram um líquido branco escorrendo por uma galeria pluvial que deságua diretamente no Rio Pinto. O secretário do Meio Ambiente, Claudinei Almeida, relatou à imprensa que o cheiro era semelhante ao de defensivo agrícola, levantando suspeitas sobre a origem do contaminante.

"Na coleta que vão realizar hoje vai aparecer que tipo de contaminante está no rio, tem odor forte característico de defensivo agrícola ali. Porém, é só o laudo que vai nos dar a certeza do que é realmente esse material", explicou Almeida, destacando a necessidade de análises laboratoriais para confirmação.

Preocupação entre moradores e impacto ambiental

O problema foi inicialmente percebido por residentes que vivem próximos ao rio, o qual corta diversos bairros da cidade. Vídeos gravados por esses moradores mostram a água completamente esbranquiçada e uma grande quantidade de peixes mortos ao longo do curso d'água, evidenciando a gravidade da situação.

Gelson de Souza, marceneiro que reside há cerca de 40 anos no bairro Santa Catarina, onde o rio passa, expressou seu desespero com a cena incomum. "Fiquei desesperado. Moro aqui há 40 anos e nunca vi algo assim. É um rio muito produto, tem muitas espécies e filhotes", contou ele, ressaltando que os peixes mortos foram encontrados em vários bairros por onde o rio segue seu trajeto.

Investigações em andamento e ações tomadas

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, ainda não é possível estimar o número exato de animais mortos, mas a quantidade é considerada elevada, afetando diretamente a população, especialmente os ribeirinhos. A coleta de água para análise será realizada por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), visando identificar o contaminante com precisão.

A Itaipu Binacional foi informada sobre a ocorrência, e a Polícia Militar Ambiental relatou que a situação foi inicialmente atendida pela prefeitura, que posteriormente dispensou o apoio policial antes da chegada da viatura, limitando as informações disponíveis.

Até a conclusão dos laudos, a origem exata do possível contaminante permanece não confirmada, deixando a comunidade em alerta e aguardando respostas sobre esse grave incidente ambiental.