Empresa multada em R$ 115 mil por poluir córrego com óleo e graxa em Americana
Multa de R$ 115 mil por poluição em córrego de Americana

Empresa recebe multa de R$ 115 mil por contaminar córrego em Americana

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aplicou uma multa de R$ 115,2 mil a uma empresa devido ao descarte irregular de óleo e graxa no córrego Bertini, localizado em Americana, no interior de São Paulo. Segundo o órgão ambiental, a empresa foi flagrada despejando efluentes industriais que deixaram a água de uma cachoeira formada por um afluente com uma coloração amarelada, evidenciando a contaminação.

Impactos ambientais e riscos ao abastecimento

O engenheiro florestal Alan Duarte alertou que a poluição no córrego Bertini pode comprometer o abastecimento de água da cidade de Americana e representa uma ameaça significativa ao ecossistema local. "Temos uma área que vem sendo enriquecida para colaborar com a produção de água, e em contrapartida, empresas provocam danos, fazendo um desserviço ao meio ambiente e à sociedade", destacou Duarte. O córrego está situado entre a Vila Bertini e o Parque Nova Carioba, em uma região de difícil acesso, o que pode ter facilitado a prática irregular.

Denúncia de moradores e ação das autoridades

O morador Thiago Garcia foi quem primeiro identificou o problema, ao encontrar material preto semelhante à graxa em trechos do córrego. Ele denunciou o caso nas redes sociais e acionou órgãos públicos, incluindo a Prefeitura de Americana, onde registrou um boletim de ocorrência. Junto ao grupo de proteção ambiental "Amigos Pela Natureza", Garcia expressou sua frustração: "Parece que estamos em outro lugar agora. Isso é um descaso horrível. Saber que isso acontece por debaixo dos panos, devido ao local ser de difícil acesso, mostra a impunidade que essas empresas conseguem. A gente se sente impotente".

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Medidas corretivas e monitoramento contínuo

Em resposta à denúncia, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) encaminhou o registro à Cetesb, que confirmou o derramamento de efluentes industriais em pontos do córrego durante a manhã de segunda-feira (30). A Cetesb determinou que a empresa adote medidas corretivas no sistema de tratamento de efluentes, e o caso segue sob acompanhamento rigoroso. Em nota, o DAE informou que não há risco imediato ao abastecimento de água, pois o monitoramento da captação no rio Piracicaba não apontou anormalidades. No entanto, a situação exige vigilância constante para evitar danos futuros.

Este incidente reforça a importância da fiscalização ambiental e da responsabilidade corporativa na preservação dos recursos hídricos, especialmente em áreas urbanas sensíveis como Americana.

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