Operação no Pará combate garimpo ilegal de cobre com suspeita de envolvimento de adolescentes
Uma operação de combate ao garimpo ilegal realizada na Vila Nova Jerusalém, em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, identificou indícios preocupantes de menores de idade atuando nas frentes de extração de cobre. A área fica no entorno do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, e o caso está sob investigação da Polícia Federal.
Condições precárias e alto risco para adolescentes
Segundo a delegada da PF Marcela Dias, há fortes indícios de que adolescentes vindos de diferentes regiões do Brasil estejam sendo levados para trabalhar na atividade ilegal. Eles atuam em condições consideradas precárias e de alto risco, expostos a perigos constantes. Durante a ação, as equipes flagraram a abertura de mais de dez poços de extração ilegal, evidenciando a escala do problema.
Uso de explosivos agrava danos ambientais
De acordo com os órgãos ambientais, os garimpeiros utilizam explosivos para abrir e ampliar as cavidades, uma prática que agrava significativamente os danos ambientais e aumenta o risco de acidentes. Postes da rede elétrica que abastecia o local foram derrubados, e os poços foram destruídos com o apoio de máquinas pesadas, em um esforço para desmantelar a operação criminosa.
Estrutura de apoio aos garimpeiros é descoberta
Às margens da vicinal da comunidade, os agentes localizaram uma casa usada como ponto de apoio aos garimpeiros. O imóvel funcionava como alojamento e refeitório, onde ferramentas, lonas e estruturas improvisadas foram apreendidas. Imagens aéreas mostram grandes crateras abertas em meio à vegetação e a áreas de produção rural, destacando o impacto visual e ecológico.
Monitoramento federal e histórico de operações
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o uso de explosivos provoca desmatamento, instabilidade do solo e riscos à fauna e à flora. O chamado garimpo de Nova Jerusalém vem sendo monitorado por órgãos federais há quase cinco anos, e esta é a 13ª operação realizada no mesmo local. Nesta fase, não houve prisões, pois os suspeitos fugiram antes da chegada das equipes.
Histórico de acidentes e investigações em andamento
O local é o mesmo onde, há cerca de um ano, três garimpeiros ficaram presos por 48 horas dentro de uma das cavas e precisaram ser resgatados em uma operação de alto risco. As investigações continuam para identificar os responsáveis pela extração ilegal de minério e apurar o possível envolvimento de menores na atividade, com foco em responsabilizar os organizadores.



