Operação ambiental apreende armas escondidas em canos de PVC e prende caçadores ilegais no Norte de Minas
A Polícia Militar de Meio Ambiente realizou uma operação de combate à caça predatória no Norte de Minas Gerais, resultando na apreensão de 18 armas e na prisão de quatro homens. A ação, denominada Operação Silvestre, focou em áreas de proteção ambiental após denúncias de atividades ilegais.
Patrulhamento no Parque Estadual Veredas do Peruaçu
Os militares iniciaram o patrulhamento no Parque Estadual Veredas do Peruaçu, localizado na zona rural de Cônego Marinho. Após receberem informações sobre caça ilegal de animais silvestres, as buscas foram intensificadas em glebas e barracos utilizados por grupos para a prática da atividade criminosa.
Durante as inspeções, três armas foram encontradas inicialmente. Em seguida, os policiais avistaram um homem de 31 anos se aproximando de um dos barracos portando uma espingarda. O suspeito foi abordado e preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Esconderijos criativos e apreensões adicionais
Após a prisão, os militares realizaram uma fiscalização mais ampla no entorno da propriedade, onde descobriram outras cinco armas. Uma das espingardas estava escondida dentro de um cano de PVC, enquanto as demais foram localizadas em meio à vegetação da vereda. O homem foi conduzido à delegacia da Polícia Civil, juntamente com todo o material apreendido.
Operação se estende a Bonito de Minas
Na terça-feira, 24 de setembro, a operação continuou em Bonito de Minas, onde outras 10 armas, munições, apetrechos de recarga e animais abatidos foram apreendidos. As armas também estavam ocultas dentro de um cano de PVC, colocado abaixo do piso de um quintal residencial e coberto por uma tampa de concreto.
Três mandados de busca e apreensão foram solicitados à Justiça após denúncias sobre a prática de caça na região da Área de Proteção Ambiental Pandeiros. As ordens judiciais foram cumpridas em residências onde três homens, com idades de 18, 41 e 48 anos, moravam. Eles foram autuados em mais de R$ 5 mil em multas devido à apreensão dos animais abatidos.
Impacto da operação e próximos passos
A operação Silvestre demonstra o compromisso das autoridades em coibir a caça predatória, que ameaça a biodiversidade das áreas protegidas do Norte de Minas. As armas apreendidas, muitas delas escondidas de forma engenhosa, serão submetidas a perícia, e os investigados responderão judicialmente pelos crimes ambientais e de posse ilegal de armas.
As ações de fiscalização continuam na região, com a polícia ambiental reforçando o monitoramento para prevenir novas infrações e proteger a fauna silvestre local.



