Outono inicia com padrão de verão: calor intenso e chuvas concentradas no Centro-Norte
O outono no Hemisfério Sul tem início oficial às 11h45 da próxima sexta-feira (20), mas a atmosfera parece ignorar o calendário, mantendo um padrão típico do verão. Segundo meteorologistas, os próximos dias serão marcados por calor persistente, tempo abafado e pancadas de chuva espalhadas por boa parte do território brasileiro, especialmente nas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
Calor extremo no Sul e previsão para as demais regiões
O Rio Grande do Sul destaca-se com uma massa de ar quente elevando as temperaturas máximas para entre 37°C e 40°C em áreas como Noroeste, Oeste, Campanha e vales. Em pontos isolados, não se descarta a marca dos 40°C. Porto Alegre pode registrar máxima de 34°C, com risco de pancadas de chuva no final do dia. Curitiba tem previsão de máxima de 31°C, mas a quarta-feira (18) tende a ser mais instável devido ao avanço de uma frente fria, com chuva intensa e risco de temporais isolados.
No Sudeste, o calor continua, dividido com pancadas de chuva irregulares. São Paulo deve ter máximas em torno de 31°C, com possibilidade de chuva entre a tarde e a noite, mais concentrada no interior, norte e oeste do estado. No Rio de Janeiro, o sol predomina e a temperatura pode chegar a 32°C. Belo Horizonte fica perto dos 29°C, com aumento das pancadas ao longo do dia e possibilidade de chuva moderada a forte. Atenção especial é dada a Minas Gerais, Espírito Santo e norte paulista, onde o solo já saturado pode causar transtornos localizados com novas chuvas.
Chuvas fortes no Centro-Oeste, Norte e Nordeste
O Centro-Oeste segue quente e úmido, com chuva mal distribuída, mas por vezes forte. Campo Grande e Cuiabá devem registrar máximas próximas a 31°C, enquanto o Distrito Federal e áreas de Goiás e Mato Grosso continuam sujeitos a pancadas intensas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que, para março, as temperaturas tendem a ficar acima da média na região, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás e centro-sul de Mato Grosso.
No Norte e Nordeste, a chuva é o principal destaque da semana. No Norte, os maiores volumes se concentram em Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Rondônia e Acre, com alerta para temporais em alguns pontos. No Nordeste, a faixa entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte segue mais favorecida para chuva, tanto nesta semana quanto no prognóstico de março. O Inmet prevê precipitação acima da média em grande parte do Nordeste e também acumulados elevados em áreas do Norte, especialmente Amapá, Pará, Tocantins e partes do Amazonas. Exemplos recentes incluem Oiapoque (AP) com 264,4 mm, Parintins (AM) com 171,8 mm e Floriano (PI) com 93,6 mm.
Perspectivas para o outono e avanço de frente fria
Na quarta-feira (18), o avanço da frente fria sobre o Sul reforça as instabilidades pelo país. A chuva deve atingir grande parte das cidades do Rio Grande do Sul, com risco de temporal. Porto Alegre pode ter máxima entre 31°C e 32°C, com risco de chuva da tarde para a noite. No Sudeste e Centro-Oeste, o padrão de calor com pancadas à tarde se mantém. São Paulo deve registrar máxima em torno de 33°C na quarta.
Na quinta (19), as instabilidades diminuem no Sul e o sol volta a aparecer, mas o calor persiste. A sexta-feira (20), início oficial do outono, deve ser de tempo mais firme no Sul, com sol predominando e temperaturas elevando novamente, sem entrada significativa de ar frio.
Quando chega o frio do outono?
A expectativa dos meteorologistas é de que abril mantenha um ar de verão: abafado, com pancadas frequentes e sem avanços expressivos de ar frio sobre o Brasil. Em maio, as temperaturas começam a ceder de forma mais perceptível, mas ainda sem episódios de frio intenso. A previsão da Climatempo indica que a primeira massa de ar polar intensa do outono deve chegar na virada de maio para junho, com possibilidade de geada em áreas do Sul e temperaturas mínimas em torno de 10°C em São Paulo. No entanto, essa projeção de longo prazo está sujeita a ajustes, conforme alertam os especialistas.
Fonte: Dados do Inmet e Climatempo compilados para uma visão abrangente das condições meteorológicas.



