Cerca de sessenta pessoas se reuniram na tarde desta sexta-feira, 1º de Maio, na Avenida Paulista, em São Paulo, para participar de um ato da direita conservadora cristã. O evento, organizado pelo Projeto União Brasil, teve como principais objetivos defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e apoiar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ato sem pauta trabalhista
Diferentemente das manifestações sindicais e estudantis realizadas no mesmo dia, a pauta do fim da escala de trabalho 6×1 ficou em segundo plano. Os discursos no carro de som focaram em valores cristãos, críticas ao PT, ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Críticas ao STF e apoio a Bolsonaro
Lideranças conservadoras classificaram a prisão de Jair Bolsonaro e dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 como “censura” e “perseguição política”. Reforçaram ainda o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Em determinado momento, os presentes cantaram parabéns a Flávio Bolsonaro, que completou 45 anos na quinta-feira, 30 de abril.
Participação e símbolos
Entre os manifestantes, repetiam-se coros como “supremo é o povo”, “anistia já” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”. Um homem hasteava a bandeira de Gadsden, símbolo anarcocapitalista. No palco, representantes ultrarreligiosos declararam que “Cristo é o nosso rei” e rezaram em latim. Um deles, ligado ao movimento monarquista, bradou “viva o Brasil Imperial”.
Confusão isolada
Uma breve confusão ocorreu quando uma jovem xingou um grupo de mulheres bolsonaristas que posavam para fotos. Ela foi empurrada e cercada, mas policiais militares a escoltaram para longe do protesto. As manifestantes disseram que registrariam boletim de ocorrência.
Organizador avalia ato
O empresário Malta Jones, coordenador do Projeto União Brasil, não se mostrou frustrado com a baixa adesão. Segundo ele, o objetivo de reunir líderes dos movimentos associados e atrair atenção foi atingido. “Estamos aqui para colocar nossas quatro pautas principais: Flávio Bolsonaro presidente, Jair Bolsonaro livre, ‘supremo é o povo’ e ‘juntos somos mais fortes'”, afirmou.
Disputa pelo espaço na Paulista
A autorização para o ato da direita no 1º de Maio desagradou a esquerda, que reivindica o direito de representar pautas trabalhistas no Dia do Trabalhador. A Polícia Militar reservou o espaço ao primeiro grupo que solicitou permissão, os Patriotas do QG, que enviaram o requerimento em 2025.
Próximos eventos
Malta Jones anunciou que o grupo pretende repetir a manifestação em 9 de julho, aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, e em 7 de setembro, data da Independência do Brasil.



