Garimpo provoca risco de desabamento e famílias serão retiradas em Poconé, MT
Garimpo causa risco de desabamento e retirada de famílias em Poconé

Garimpo ameaça moradores e força retirada de famílias em Poconé, Mato Grosso

Moradores de uma área considerada de alto risco geológico em Poconé, localizada a 104 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso, enfrentam uma situação de emergência devido ao perigo iminente de desabamento provocado pela atividade de garimpo na região. O prefeito Eduardo de Queiroz, do Podemos, sancionou uma lei que estabelece o pagamento de um auxílio financeiro emergencial no valor de R$ 900 para assistir as famílias impactadas por essa crise.

A medida foi oficializada no Diário Oficial dos Municípios nesta segunda-feira, dia 9, marcando um passo crucial na resposta municipal à ameaça. De acordo com um relatório detalhado da Defesa Civil Municipal, um total de 12 famílias foram identificadas como residentes em condições perigosas na Avenida Francisco Guia Souza, popularmente conhecida como “Chico Gil”. Essas famílias serão retiradas de suas casas para garantir sua segurança, diante do risco crítico de desabamento que paira sobre a área.

Investigações e responsabilização pelos danos ambientais

A situação não se limita apenas à emergência local; a área também está sob investigação do Ministério Público, que examina as atividades de garimpo na região e seus impactos no subsolo. Essas investigações buscam esclarecer as causas diretas dos danos geológicos que culminaram no estado de alerta atual. Em resposta, o município de Poconé anunciou que irá buscar, por meio de vias administrativas ou judiciais, o ressarcimento dos valores gastos com o auxílio emergencial junto aos responsáveis diretos e indiretos pelos prejuízos causados.

Isso inclui aqueles envolvidos nas operações de garimpo que resultaram na degradação do solo e na criação da situação de risco. A iniciativa reflete um esforço para responsabilizar os causadores dos danos e mitigar os custos para os cofres públicos.

Detalhes do auxílio emergencial e suporte às famílias

Conforme a legislação sancionada, o auxílio financeiro de R$ 900 será pago diretamente ao chefe de cada unidade familiar que estiver devidamente cadastrado junto à Secretaria Municipal de Ação Social, Emprego e Renda. O benefício está planejado para ter uma duração inicial de até 12 meses, com a possibilidade de prorrogação mediante a apresentação de um laudo técnico que comprove a persistência da necessidade.

Essa extensão poderá ocorrer até que as habitações definitivas sejam entregues às famílias deslocadas, assegurando um suporte contínuo durante o período de transição. A medida visa não apenas fornecer alívio imediato, mas também estabilidade financeira temporária para aqueles que perderam seus lares devido aos riscos geológicos.

Além disso, a ação municipal destaca a importância de abordagens integradas que combinem assistência social, monitoramento ambiental e ações legais. A retirada das famílias e a implementação do auxílio emergencial representam passos essenciais para proteger vidas e propriedades, enquanto as investigações progridem para prevenir futuros incidentes similares em Poconé e outras regiões afetadas por atividades extrativistas.