Rio Acre transborda pela quarta vez em Rio Branco e Defesa Civil mobiliza escolas para abrigar moradores
Rio Acre transborda pela quarta vez e Defesa Civil mobiliza escolas

Rio Acre transborda pela quarta vez em Rio Branco e mobiliza Defesa Civil

O Rio Acre transbordou novamente na capital acreana nesta segunda-feira (30), marcando a quarta vez em que o manancial ultrapassa a cota de transbordamento em um período de apenas três meses. De acordo com a medição realizada às 18h, o nível do rio atingiu 14,01 metros, superando a marca de alerta estabelecida pela Defesa Civil.

Mobilização preventiva para abrigar possíveis desabrigados

Diante do avanço das águas, a Defesa Civil de Rio Branco já iniciou a mobilização de três escolas e um ginásio para acolher moradores que possam ser afetados pela inundação. O coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que as unidades educacionais Anice Dib Jatene, Alvaro Rocha, Maria Lucia Marin e um ginásio estão sendo preparadas para receber vítimas desabrigadas.

"Ainda não alcançamos a cota de transbordamento, mas isso pode acontecer agora no início da noite", afirmou Falcão, destacando que, mesmo após o transbordamento, existe uma margem de segurança de até 30 centímetros antes que as famílias precisem ser retiradas de suas residências.

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Bairros mapeados e monitoramento contínuo

A Defesa Civil realizou um mapeamento detalhado de dez bairros que podem ser os primeiros a ter famílias removidas devido à nova cheia. As áreas identificadas como potencialmente afetadas incluem:

  • Ayrton Sena
  • Base
  • Seis de agosto
  • Cadeia Velha
  • Baixada da Habitasa
  • Aeroporto Velho
  • Taquari
  • Cidade Nova
  • Quinze
  • Triângulo

O órgão mantém um monitoramento rigoroso, com verificações a cada hora relacionadas à pluviometria e ao nível do Rio Acre, não apenas em Rio Branco, mas em toda a extensão do manancial. "Verificamos as possibilidades de velocidade de queda e de aumento em todos os municípios", ressaltou o coordenador.

Histórico recente de transbordamentos e causas climáticas

Esta é a quarta ocorrência de transbordamento do Rio Acre em um curto espaço de tempo. A primeira vez aconteceu em 27 de dezembro do ano passado, quando o rio ultrapassou a marca de 14 metros. Em seguida, no dia 16 de janeiro, o nível atingiu 14,06 metros, e o terceiro transbordamento ocorreu em 29 de janeiro, também registrando 14 metros.

O aumento do nível do rio está diretamente relacionado às fortes chuvas que atingiram a capital. Entre a última sexta-feira (27) e sábado (28), choveu quase 50 milímetros em Rio Branco. Dados da Defesa Civil revelam que, até o último sábado (28), a capital já havia acumulado 362 milímetros de chuva em março, superando a expectativa de 276 milímetros para todo o mês.

Cotas estabelecidas e impacto nas comunidades

As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre em Rio Branco são claramente definidas: o nível de atenção começa em 10 metros, o alerta é acionado a partir de 13,50 metros, e o transbordamento ocorre quando atinge 14 metros. Nos primeiros três meses de 2026, o manancial já transbordou duas vezes, afetando milhares de moradores.

Durante a primeira cheia em 16 de janeiro, o Rio Acre permaneceu transbordando por oito dias consecutivos, atingindo 14,01 metros. Após uma breve baixa, o nível voltou a subir, resultando no segundo transbordamento em 29 de janeiro. Em fevereiro, o rio chegou a marcar 15,44 metros, afetando mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital.

Apesar do fechamento de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média (114,4 milímetros, equivalente a 38,1% do esperado), a situação atual demonstra a volatilidade climática na região. A Defesa Civil permanece em estado de alerta, preparada para agir rapidamente caso seja necessário evacuar as famílias dos bairros mapeados.

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