Jovens morrem em tirolesa durante casamento em Bonito: estância funcionava sem alvará
Jovens morrem em tirolesa em casamento em Bonito; local sem alvará

Tragédia em festa de casamento: dois jovens morrem após descarga elétrica em tirolesa em Bonito

A Estância Walf, localizada no município de Bonito, em Mato Grosso do Sul, foi interditada pelo Corpo de Bombeiros após um acidente fatal durante uma festa de casamento. Gustavo Henrique Camargo, de 29 anos, e Pedro Henrique de Jesus, de 20 anos, perderam a vida após sofrerem uma descarga elétrica ao utilizar uma tirolesa no local. A tragédia ocorreu em uma propriedade que funcionava de forma clandestina, sem a autorização necessária das autoridades competentes.

Estância operava sem certificação e alvará de funcionamento

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Bonito, a Estância Walf não possuía certificado de funcionamento emitido pela corporação. Consequentemente, também não detinha o alvará da prefeitura, tornando qualquer evento realizado no local considerado clandestino. A estância foi notificada, multada e está atualmente interditada, aguardando as investigações sobre as circunstâncias do acidente.

Detalhes do acidente e tentativas de resgate

O acidente aconteceu em uma área de eventos da estância, onde uma tirolesa foi construída sobre uma lagoa há aproximadamente quatro anos. De acordo com os relatos policiais, Gustavo Henrique Camargo sofreu a descarga elétrica ao descer pela tirolesa e entrar na água. Pedro Henrique de Jesus, na tentativa de socorrer o amigo, também adentrou a lagoa e foi eletrocutado.

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Pedro foi retirado da área rural da propriedade em carros particulares, que encontraram os bombeiros no caminho. Ele passou por cerca de 40 minutos de manobras de reanimação, mas não resistiu aos ferimentos. Gustavo foi transferido em vaga zero para Campo Grande, onde permaneceu internado, mas teve sua morte confirmada na segunda-feira, dia 23.

Investigações em andamento para esclarecer origem da fuga de energia

Equipes da Polícia Civil e da perícia criminal estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos. Testes foram conduzidos na rede elétrica da estrutura, mas ainda não foi possível identificar a origem da possível fuga de energia. As investigações continuam, com as equipes retornando ao local com equipamentos específicos para aprofundar a perícia.

O caso foi registrado como morte por causa a esclarecer e segue sob apuração. A polícia busca determinar as responsabilidades pelo funcionamento irregular da estância e pelas condições de segurança da tirolesa.

Posicionamento do advogado da propriedade

Luiz Guilherme Pinheiro de Lacerda, advogado e amigo dos proprietários da Estância Walf, afirmou que os donos não estavam presentes no momento do acidente. Ele explicou que a propriedade é de uso privativo e foi alugada para um evento durante três dias. A tirolesa, segundo ele, nunca havia apresentado problemas anteriores.

O advogado destacou que a perícia realizou medições no local e, naquele momento, não identificou nenhum ponto energizado. Refletores instalados nas proximidades estavam desligados, pois o acidente ocorreu durante o dia. Uma equipe da concessionária de energia foi acionada para realizar verificações adicionais.

"Não entendemos o que aconteceu", afirmou Luiz, ressaltando que a vítima não foi a primeira pessoa a utilizar a tirolesa naquela manhã. Assim como as famílias das vítimas, os proprietários aguardam a conclusão das investigações para esclarecer os fatos.

Impacto e medidas preventivas

A tragédia em Bonito levanta questões sobre a segurança em propriedades particulares que realizam eventos sem a devida autorização. A interdição da Estância Walf serve como alerta para a necessidade de fiscalização rigorosa em locais que oferecem atividades de lazer e aventura.

As autoridades reforçam a importância de verificar a regularização de estabelecimentos antes da realização de eventos, garantindo que todos os certificados e alvarás estejam em dia para prevenir acidentes como este.

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