Deslizamentos de terra matam quatro pessoas, incluindo duas crianças, em Pernambuco
Deslizamentos matam quatro em Pernambuco

O feriado de 1º de Maio foi marcado por fortes chuvas em parte do Nordeste brasileiro, especialmente em Pernambuco, onde deslizamentos de terra resultaram na morte de quatro pessoas, entre elas duas crianças.

Deslizamento no Recife

No bairro de Dois Unidos, no Recife, um vídeo mostra moradores tentando resgatar vítimas dos escombros antes da chegada das equipes de resgate. Uma mulher de 24 anos e seu filho de quatro anos morreram após o deslizamento de uma barreira destruir a casa da família. O pai da criança e a filha do casal, de um ano, foram socorridos em estado grave.

Flávio Lima, técnico em controle de pragas, relatou: "Eu senti aquele aperto no coração, tipo 'olha, essa barreira vai cair'. Ai eu cheguei em casa e pedi para os meus filhos saírem do quarto e irem para sala. Quando eu falei isso, ouviu um estrondo. Pensei que era um raio e quando olhei, a barreira veio de vez".

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Deslizamento em Olinda

No bairro de Passarinho, em Olinda, cinco casas foram destruídas em um deslizamento. Uma jovem de 20 anos e seu filho de seis meses morreram soterrados. A chuva intermitente ao longo do dia dificultou o trabalho de bombeiros, defesa civil e moradores, pois o solo encharcado tornou-se mais pesado e instável.

O secretário da Defesa Civil de Olinda, Coronel Carlos Albuquerque, afirmou: "As condições são desfavoráveis. Com essas chuvas, houve dois deslizamentos em seguida. Há militares do corpo de bombeiros sempre atentos, porque qualquer nova incidência de deslizamentos ela apita para que a gente possa garantir não só a vida dessas pessoas que estão aí, mas também de quem está trabalhando".

Resgates e abrigos

Nas duas cidades, os bombeiros resgataram pelo menos 55 pessoas e quatro animais que estavam ilhados em comunidades ribeirinhas. Rafaela Costa, dona de casa, contou: "Foi mais de um metro na minha casa, só consegui sair com um bombeiro, até medicação da minha fila, que está com bronquiolite, não consegui salvar. Documento, perdi tudo. Ela só está com a roupa do corpo porque não teve como salvar nada".

Um abrigo na capital recebeu 80 famílias que precisaram deixar tudo para trás. A Prefeitura do Recife ativou dez abrigos temporários na cidade. Na capital pernambucana, foram registrados 175 milímetros de chuva. Por conta das chuvas, 14 voos com destino ao aeroporto do Recife foram deslocados para outros aeroportos.

Chuvas em Goiana e Timbaúba

Goiana, na Mata Norte, foi a cidade onde mais choveu: mais de 200 milímetros nas últimas 24 horas, o equivalente ao esperado para 26 dias de maio. O volume de chuvas derrubou parte do muro de uma escola em construção. Pelo menos 300 pessoas precisaram sair de casa e seguir para um abrigo municipal. Uma moradora afirmou: "Mais um dia difícil, mas fazer o que. Tem que agradecer a Deus que estamos com vida, e o resto depois a gente constrói".

Em Timbaúba, também na Zona da Mata, a prefeitura decretou situação de emergência. Estradas e pontes foram danificadas. Segundo a prefeitura, 11 famílias ficaram desabrigadas e outras 52 famílias, desalojadas. Os corpos da mãe e do filho de seis meses foram retirados pelo IML na noite de sexta-feira (1º).

Apoio federal e situação atual

O governo federal anunciou apoio emergencial às áreas atingidas. Equipes da Defesa Civil nacional foram enviadas para reforçar o atendimento. Mais de mil pessoas estão fora de casa e 900 em abrigos espalhados pelos municípios. Até o momento, quatro mortes foram confirmadas e cinco pessoas ficaram feridas. As cidades mais atingidas estão na Zona da Mata e na Região Metropolitana. Atualmente, 23 abrigos estão funcionando no estado, enquanto a Defesa Civil segue em alerta devido à continuidade das chuvas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar