Chuvas intensas no Grande Recife causam deslizamentos e interdições de casas
Chuvas no Recife causam deslizamentos e interdições de casas

Chuvas intensas causam deslizamentos e interdições no Grande Recife

Deslizamentos de barreiras foram registrados em diversos pontos da Região Metropolitana do Recife, após as fortes chuvas que atingem a região desde a noite da terça-feira, 31 de março. Os eventos climáticos obrigaram moradores a saírem de suas residências e resultaram na interdição de vários imóveis, com uma criança ferida em Jaboatão dos Guararapes sendo a única vítima registrada até a quarta-feira, 1º de abril.

Ocorrências e impactos nos municípios

Em Jaboatão dos Guararapes, a prefeitura contabilizou 44 ocorrências relacionadas às chuvas. Em um dos incidentes, uma barreira deslizou e atingiu pelo menos oito casas na UR-5, área que faz limite com o Recife. No local, uma criança sofreu pequenas escoriações, conforme informado pela gestão municipal. As oito residências afetadas foram interditadas, e as famílias precisaram se abrigar em casas de parentes. Além disso, o deslizamento deixou um muro instável no topo do morro, que precisou ser demolido pela prefeitura para evitar riscos adicionais.

Segundo dados da prefeitura de Jaboatão, três regiões concentraram os maiores volumes pluviométricos nas últimas 24 horas:

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  • Bairro de Candeias, com aproximadamente 130 milímetros de chuva
  • Curcurana, com 114 milímetros
  • Muribeca, com cerca de 100 milímetros

Situação em Olinda e outros municípios

Em Olinda, a Defesa Civil registrou duas ocorrências de deslizamento de barreira, nos bairros de Caixa d’Água e Águas Compridas. Também houve um desabamento parcial de uma edificação em Sapucaia e a queda de um muro em Guadalupe, sem registros de feridos. Equipes da Defesa Civil foram enviadas aos locais para prestar apoio às famílias e adotar as medidas necessárias. Até a última atualização, nenhuma família havia solicitado abrigamento, mas o município reforçou a importância de moradores em situação de vulnerabilidade entrarem em contato pelos canais oficiais.

No Cabo de Santo Agostinho, o volume acumulado de chuva chegou a 175 milímetros até as 10h da quarta-feira, representando cerca de 80% da média esperada para todo o mês de abril. A precipitação provocou deslizamentos de barreiras em pelo menos seis localidades, incluindo os bairros de São Francisco, Mauriti e Charneca, sem vítimas ou desalojados.

No Recife, o Centro de Operações (COP) registrou 101,9 milímetros de chuva em 24 horas no pluviômetro da Campina do Barreto, na Zona Norte, equivalente a 46% da média histórica de abril. A Defesa Civil recebeu 228 chamados, principalmente para colocação de lonas e vistorias, sem gravidade ou vítimas.

Em Paulista, a Defesa Civil contabilizou uma queda de muro, duas quedas de árvores e 15 ocorrências para vistorias técnicas, sem famílias desalojadas ou deslizamentos de barreiras.

Medidas de segurança e contatos

As prefeituras e Defesas Civis dos municípios afetados estão em atenção, monitorando áreas de risco e reforçando a importância do contato em situações de emergência. Os canais de atendimento funcionam 24 horas por dia, incluindo números de telefone e WhatsApp, como o 0800.081.0060 para Olinda e o 0800.081.3400 para o Recife. O Corpo de Bombeiros também pode ser acionado pelo número 193 em casos de risco iminente.

As chuvas intensas continuam a exigir vigilância constante das autoridades e da população, com foco na prevenção de novos incidentes e no apoio às comunidades afetadas.

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