Chuvas intensas causam alagamentos e transtornos em municípios do interior de Pernambuco
As fortes chuvas que atingiram municípios do Agreste e do Sertão de Pernambuco entre a noite da quarta-feira (25) e a madrugada desta quinta-feira (26) provocaram alagamentos significativos, invasão de água em residências e sérios transtornos no trânsito. Em cidades como Pesqueira, Arcoverde e Buíque, moradores registraram ruas completamente tomadas pela água e diversos danos materiais após o grande volume de precipitação.
Monitoramento meteorológico e níveis de atenção
Segundo monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o estado entrou em nível de atenção meteorológica, com previsão de pancadas moderadas a fortes principalmente no Sertão. O maior acumulado nas últimas 24 horas foi registrado em Pesqueira, com impressionantes 132,79 milímetros de chuva. Apesar dos impactos visíveis, não há confirmação oficial de vítimas até o momento.
Cenário crítico em diversas cidades
No Agreste, vídeos divulgados nas redes sociais mostram motociclistas enfrentando dificuldades extremas para atravessar vias tomadas pela correnteza em Garanhuns. Em alguns trechos, a força da água impediu completamente a passagem de veículos e aumentou consideravelmente o risco de acidentes durante a madrugada.
Em Buíque, moradores relataram invasão de água em casas e alagamentos em diversas ruas, enquanto em Arcoverde, registros feitos pela população mostram o nível da água atingindo quase metade da altura da varanda de uma residência. Também houve intensa incidência de raios durante a tempestade, além de veículos parcialmente submersos em várias localidades.
Municípios mais afetados e ações emergenciais
No município de Jucati, a chuva intensa durou mais de quatro horas consecutivas, segundo relatos de moradores. As imagens mostram ruas completamente tomadas pela água e grandes dificuldades de deslocamento, principalmente em áreas consideradas mais vulneráveis.
Em Pesqueira, o gerente de Proteção e Defesa Civil, Kleber Xucuru, confirmou que houve pontos de alagamento críticos e algumas residências foram inundadas durante a madrugada. Também foram registrados retorno da rede de saneamento e queda de muro em áreas afetadas.
De acordo com ele, equipes trabalharam até as 4h para atender ocorrências e restabelecer a normalidade no município. "Só tivemos danos materiais, sem nenhuma vítima", afirmou o responsável. Um gabinete de crise foi instalado na sede da prefeitura para definir ações emergenciais junto às secretarias municipais.
Impactos no Sertão do Pajeú
No Sertão do Pajeú, o volume de chuva trouxe impactos imediatos, mas também expectativa positiva para a recarga hídrica. Em Carnaíba, onde foram registrados mais de 130 milímetros, moradores relataram que barreiros e barragens sangraram após a precipitação intensa, elevando rapidamente o nível do rio.
Em Quixaba, o acumulado chegou a cerca de 90 milímetros, enquanto Afogados da Ingazeira registrou média de 60 milímetros. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos ou famílias desalojadas na região.
Previsão meteorológica e recomendações
Segundo aviso meteorológico válido até esta quinta-feira (26), o Sertão permanece em estado de atenção, com previsão de pancadas de intensidade moderada a forte. No Agreste, a chuva deve ocorrer de forma moderada, podendo atingir níveis mais intensos de forma pontual.
As autoridades reforçam a recomendação para que moradores:
- Evitem áreas alagadas
- Observem sinais de risco em encostas
- Procurem atendimento imediato da Defesa Civil em situações de emergência
O monitoramento segue em tempo real diante da possibilidade de novos acumulados significativos nas próximas horas. Em nota oficial, a Prefeitura de Pesqueira informou que as equipes seguem em campo monitorando áreas afetadas e atendendo solicitações da população.
Maiores acumulados registrados
De acordo com o monitoramento em tempo real da Apac, os maiores volumes registrados no estado foram:
- Pesqueira - 132,79 mm (últimas 24 horas)
- Carnaíba - 130,43 mm (últimas 24 horas)
- Garanhuns - 81,2 mm (últimas 24 horas)
- Quixaba - 75,66 mm (últimas 24 horas)
- Araripina - 73,8 mm (últimas 24 horas)
A orientação oficial é que moradores acionem a Defesa Civil em caso de risco ou emergência, enquanto as equipes municipais continuam trabalhando para normalizar a situação nas áreas mais afetadas.



