Chuva extrema em Manaus causa alagamentos e desloca migrantes em emergência
Chuva extrema em Manaus causa alagamentos e desloca migrantes

Chuva extrema em Manaus causa alagamentos e desloca migrantes em emergência

A capital do Amazonas, Manaus, foi atingida por uma forte chuva na tarde de quarta-feira (25), resultando em alagamentos generalizados em avenidas e bairros. O evento climático extremo, com volume de até 160 milímetros em pontos da Zona Norte – o maior registrado desde 2020 –, sobrecarregou o sistema de drenagem e provocou uma série de incidentes que afetaram diretamente a população local e migrantes acolhidos na cidade.

Impactos imediatos e resposta emergencial

O Posto de Recepção e Apoio aos Migrantes e Refugiados (PRA), localizado na avenida Torquato Tapajós, foi um dos locais severamente impactados. Devido aos danos estruturais causados pela chuva, os migrantes que estavam acolhidos no local tiveram que ser transferidos de forma emergencial para o Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Saiaf), no bairro Coroado. A operação de transferência contou com o apoio crucial do Exército Brasileiro, através da Operação Acolhida, e de equipes da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

Enquanto isso, a Defesa Civil do Amazonas esteve no local para avaliar os estragos e coordenar as ações de resposta. Até as 20h30 de quarta-feira, o Centro de Cooperação da Cidade (CCC) havia registrado um total de 114 ocorrências relacionadas ao temporal, incluindo famílias desalojadas em várias áreas da cidade.

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Dados detalhados das ocorrências

Os números divulgados pelas autoridades revelam a magnitude do desastre:

  • 59 casos de alagamentos;
  • 4 bueiros entupidos;
  • 5 erosões;
  • 13 desabamentos de muros e casas;
  • 24 deslizamentos de barrancos;
  • 1 rachadura;
  • 3 riscos de desabamento de casas;
  • 1 risco de deslizamento;
  • 4 solicitações de vistoria.

O bairro Santa Etelvina foi o mais afetado, com um impressionante volume de 161,8 milímetros de chuva. Outras áreas também registraram índices significativos, como União (70,2 mm), Cidade de Deus (68,9 mm), Redenção (59,2 mm), Igarapé do 40 (33,6 mm), Puraquequara (29,1 mm), Colônia Antônio Aleixo (18,3 mm), Jorge Teixeira (14,2 mm), Mauazinho (4,8 mm), Flores (1,2 mm), Santa Luzia (0,8 mm) e Compensa (0,2 mm).

Declaração das autoridades e alerta à população

O prefeito David Almeida destacou a intensidade do fenômeno: "Essa foi uma chuva extremamente intensa, com volume concentrado em poucas horas, acima da média para o período. Determinamos atuação imediata em todas as frentes e vamos continuar mobilizados, enquanto houver qualquer risco à população." Ele ainda reforçou a importância de os moradores registrarem as ocorrências junto à Defesa Civil, pelo número 199, para que as equipes possam ser direcionadas com precisão e o atendimento seja acelerado.

A situação em Manaus serve como um alerta para os desafios enfrentados pela infraestrutura urbana diante de eventos climáticos extremos, exigindo respostas coordenadas e eficientes para proteger a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos, incluindo os mais vulneráveis, como os migrantes e refugiados.

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