Bombeiros simulam resgate de soterrados em enchentes e deslizamentos no RS
Bombeiros simulam resgate de soterrados em enchentes no RS

Na quarta-feira (22), o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul realizou uma simulação de resposta a desastres climáticos no Vale do Taquari. O exercício teve como objetivo preparar as equipes para ocorrências como enchentes, deslizamentos e soterramentos, que têm se tornado mais frequentes na região.

Cenário simulado em Arroio do Meio

Um dos cenários do treinamento foi o resgate fictício de três pessoas soterradas no bairro Navegantes, em Arroio do Meio. A situação foi encenada, mas reproduziu condições reais que podem ocorrer após períodos de chuva intensa. De acordo com o tenente Rafael Vieira, do Corpo de Bombeiros, o exercício simulou o encharcamento do solo e o consequente desmoronamento da área, com vítimas enterradas. "Devido ao grande volume de chuva, começa a desmoronar", explicou. Durante a simulação, uma das vítimas foi localizada primeiro, enquanto as equipes continuavam as buscas por outras duas.

Participação de 252 militares

Ao todo, 252 militares de diferentes regiões do estado participaram do treinamento. As ações ocorreram em Lajeado, Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul e Vespasiano Corrêa. A escolha do Vale do Taquari, segundo a corporação, está relacionada às tragédias registradas em 2023 e 2024. A região concentrou, em um curto espaço de tempo, diferentes tipos de eventos climáticos extremos.

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Técnicas de resgate e mobilização

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Sório Nunes, destacou que os treinamentos envolveram atuação em áreas colapsadas, regiões atingidas por deslizamentos e travessias em águas rápidas, com uso de técnicas específicas de resgate. "Outro treinamento que nós estamos fazendo é o de águas rápidas. A travessia de pessoas de um lado para o outro onde se colocam cabos", afirmou. O exercício testou a capacidade de resposta da corporação em situações complexas, além do tempo de deslocamento e mobilização das equipes. Os militares foram acionados de forma simultânea durante a madrugada, sem aviso prévio. Parte do efetivo precisou se deslocar de cidades distantes, como Bagé e Uruguaiana, até Lajeado. O objetivo foi simular condições reais de emergência.

Preparação para eventos extremos

A preparação busca garantir que, diante de novos eventos climáticos extremos, o socorro chegue com mais precisão e eficiência. A simulação reforça a importância do treinamento contínuo para salvar vidas em situações de desastre natural.

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