Governo do Acre decreta emergência em seis municípios devido a cheias de rios
Acre decreta emergência em seis cidades por cheias de rios

Governo do Acre decreta situação de emergência em seis municípios devido a cheias de rios

O governo do Acre decretou situação de emergência em seis municípios do estado, em resposta às cheias de rios que têm afetado diversas regionais. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) deste domingo (5), cita emergência de nível 2 e abrange as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro. Após a publicação, o decreto segue para reconhecimento pelo governo federal, o que permitirá a mobilização de recursos complementares.

Impactos das chuvas e níveis dos rios

Devido ao grande volume de chuvas nas últimas duas semanas, os níveis dos rios subiram consideravelmente, causando impactos, danos e prejuízos às populações em áreas de risco. O coronel Carlos Batista, coordenador da Defesa Civil Estadual, ressaltou que o decreto facilitará ações mais sérias por parte das defesas civis municipais e estadual, além de permitir solicitações de recursos do governo federal para apoiar as ações já em andamento.

Os municípios afetados estão com rios em situação de emergência, atingindo a cota de alerta ou transbordamento, ou em estado de atenção por influências de outros mananciais. As cotas de transbordamento são:

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  • Cruzeiro do Sul: 13 metros
  • Mâncio Lima: 6,20 metros
  • Feijó: 12,00 metros
  • Tarauacá: 9,50 metros
  • Rodrigues Alves: 6,20 metros
  • Plácido de Castro: 12,60 metros

Detalhes da situação de inundação

A situação atual é caracterizada por um aumento significativo e exponencial dos níveis dos rios Purus, Tarauacá, Envira, Juruá, Iaco e Abunã, acarretando custos consideráveis para a população vulnerável, municípios localizados nas bacias hidrográficas e para o Estado do Acre, além de despesas operacionais associadas às medidas de resposta.

Os alertas de chuvas nas principais bacias do estado e os acumulados de precipitação do dia 1º a 3 de abril incluem:

  • Cruzeiro do Sul: 277,4 mm
  • Tarauacá: 264,0 mm
  • Feijó: 243 mm
  • Marechal Thaumaturgo: 202,2 mm
  • Porto Walter: 232,00 mm
  • Plácido de Castro: 280 mm

Ações coordenadas e efeitos locais

A medida, assinada pela governadora Mailza Assis, estabelece que a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) será responsável por coordenar as ações de enfrentamento à emergência, atuando em articulação com autoridades federais, estaduais e municipais para minimizar riscos e prestar assistência às comunidades afetadas. O decreto tem validade de 180 dias e permite a edição de normas complementares durante o período.

Em Cruzeiro do Sul, a cheia do Rio Juruá já afeta 28.350 pessoas, com 7.087 famílias impactadas direta ou indiretamente. O rio registrou 14,07 metros neste domingo, acima da cota de transbordo de 13 metros, resultando em 624 famílias desalojadas e 59 desabrigadas em abrigos ou casas de parentes.

Em Rodrigues Alves, o Rio Juruá está acima de 14 metros, muito além da cota de transbordamento de 6,20 metros, embora em vazante. Em Mâncio Lima, o Rio Môa registrou 6,24 metros, ligeiramente acima da cota de 6,20m. Em Tarauacá, o rio homônimo marcou 7,37 metros, abaixo da cota de alerta de 8,50 metros.

No município de Feijó, o Rio Envira transbordou novamente, atingindo 80 comunidades indígenas e dois bairros urbanos, com uma família desalojada. O rio chegou a 12,27 metros na quinta-feira (2), acima da cota de 12 metros, mas recuou para 12,10 metros no sábado (4).

Situação na capital acreana

O Rio Acre segue acima da cota de atenção há uma semana em Rio Branco, marcando 11,38 metros neste domingo. O manancial ultrapassou a cota de atenção de 10 metros em 29 de março e a cota de alerta de 13,50 metros em 30 de março, chegando a 14,01 metros no mesmo dia, acima da cota de transbordo de 14 metros pela terceira vez este ano. Desde então, o rio apresenta vazante, sem necessidade de retirada de famílias, e os abrigos foram desmobilizados.

Esta situação de emergência destaca a vulnerabilidade do Acre a eventos climáticos extremos e a importância de ações coordenadas para mitigar os efeitos das cheias nas comunidades locais.

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