Homem morre em explosão de fábrica clandestina de fogos de artifício na Bahia
Um homem de 51 anos faleceu após uma violenta explosão em uma fábrica clandestina de fogos de artifício, localizada na zona rural do município de Muniz Ferreira, no Recôncavo Baiano. O trágico incidente ocorreu na terça-feira, dia 3, em uma comunidade conhecida como Bangolá, trazendo à tona os riscos da produção irregular desses artefatos.
Vítima identificada e operação de resgate
Segundo informações da Polícia Civil, a vítima foi identificada como Antonio Bispo dos Santos. O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) mobilizou três viaturas do 16º Batalhão de Bombeiros Militar, com sede em Santo Antônio de Jesus, para atender a ocorrência. Ao chegarem ao local, as equipes constataram que o estabelecimento funcionava de forma irregular, nos fundos de uma residência, sendo utilizado para a confecção artesanal de fogos de artifício.
Investigações em andamento
A Delegacia Territorial de Muniz Ferreira já instaurou um procedimento para investigar o caso e está realizando oitivas e diligências para esclarecer as circunstâncias exatas da explosão. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia no local e encaminhar o corpo de Antonio para o Instituto Médico Legal (IML), onde deve passar por necropsia para determinar a causa oficial da morte.
Contexto de risco e histórico na região
Este incidente ocorre em um contexto onde a produção clandestina de fogos de artifício tem sido um problema recorrente na Bahia, com casos anteriores que resultaram em múltiplas fatalidades. A explosão em Muniz Ferreira serve como um alerta para os perigos associados a essas atividades ilegais, que muitas vezes operam sem as mínimas condições de segurança, colocando em risco não apenas os trabalhadores, mas também a comunidade ao redor.
As autoridades reforçam a importância da fiscalização e do combate a essas fábricas clandestinas, visando prevenir novas tragédias. A população local tem demonstrado preocupação com a segurança, especialmente em áreas rurais onde essas operações podem passar despercebidas por mais tempo.