São Paulo adota cautela com Arboleda e evita rescisão para preservar ativo
São Paulo age com cautela no caso Arboleda

O São Paulo adotou uma postura cautelosa em relação ao zagueiro Arboleda, e o recente episódio envolvendo José Martínez, do Corinthians, ajuda a explicar os motivos por trás dessa estratégia.

Sem surpresas

Assim como o volante rival, Arboleda retornou ao clube após um período de ausência fora do país. Internamente, foi repreendido e sofreu punições financeiras. No entanto, a diferença crucial está no próximo passo: o São Paulo iniciou imediatamente uma bateria completa de exames físicos no jogador. O objetivo é claro: evitar surpresas. No caso de Martínez, exames após a reapresentação detectaram uma grave lesão no joelho, mudando completamente o cenário e levando o Corinthians a optar por uma rescisão em comum acordo, assumindo custos para evitar uma disputa judicial.

Para não correr esse risco e ainda tentar lucrar com o defensor, o São Paulo quer ter controle total da condição física de Arboleda desde o início. Além da questão esportiva, o procedimento também serve como proteção jurídica em caso de problemas futuros.

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Com isso, o plano é mantido: Arboleda segue cumprindo suas obrigações no CT, em recondicionamento individual, sem reintegração imediata ao elenco. A diretoria descarta a rescisão e trabalha para preservar o jogador como um ativo de mercado, visando à próxima janela de transferências.

O 'sumiço'

Arboleda 'sumiu' no dia 4 de abril, sem se apresentar junto à delegação tricolor antes da goleada por 4 a 1 sobre o Cruzeiro, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. A ausência se estendeu por semanas, sem comunicação clara com o clube, gerando forte incômodo nos bastidores. Ao todo, o zagueiro ficou próximo do limite de 30 dias fora antes de retornar ao CT. Se ultrapassasse esse período, poderia abrir margem mais sólida para uma rescisão por justa causa. Como voltou dentro do prazo, o caminho jurídico perdeu força.

Na reapresentação, nesta segunda-feira, ele esteve acompanhado do empresário e se reuniu com a diretoria de futebol. Foi duramente repreendido, teve os dias de ausência descontados do salário e passou a ser avaliado internamente quanto a possíveis novas punições, como multa. Ainda na segunda-feira, iniciou uma bateria de exames e um processo de recondicionamento físico individualizado. Neste primeiro momento, não foi reintegrado ao elenco e segue sem ficar à disposição para jogos, enquanto o clube define os próximos passos.

Como o UOL revelou, o entendimento é de que uma rescisão — especialmente amigável — representaria prejuízo esportivo e financeiro, já que permitiria a saída gratuita de um jogador ainda valorizado. Por isso, a estratégia é mantê-lo como ativo e buscar uma negociação na próxima janela.

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