Mãe solo no Amapá, motorista de caminhão inspira com superação
Mãe solo no AP, motorista de caminhão inspira superação

Waldeli Andrade, de 54 anos, moradora do Amapá, construiu uma trajetória marcada por força, superação e fé. Mãe solo de dois filhos, ela enfrentou inúmeras batalhas para criá-los sozinha. Atualmente, atua como operadora de caminhão de carga, profissão ainda pouco comum entre mulheres, mas que se tornou um símbolo de sua coragem.

Trajetória de luta e determinação

Antes de dirigir caminhões, Waldeli trabalhou como motorista de ônibus. Naquela época, saía de madrugada e deixava os filhos em casa. Muitas vezes, a filha mais velha cuidava do irmão mais novo, ou ambos ficavam sob cuidados de terceiros. “Tive que abdicar de algumas coisas, como estudar, para garantir alimento, educação e saúde para eles”, recorda.

Mesmo diante das dificuldades, ela nunca perdeu a fé. “Medo e dificuldades fazem parte, mas acredito que Deus nos deu um espírito de ousadia. É preciso confiar e entregar nossos planos nas mãos do Senhor”, afirma.

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Oportunidade como operadora de caminhão

Após enfrentar o desemprego, surgiu a chance de trabalhar com máquinas pesadas. Waldeli decidiu arriscar. “Foi quando percebi que precisava acreditar em mim mesma. Olhei no espelho e disse: você pode, você é capaz”, conta. Hoje, ela é operadora de caminhão de carga, profissão que exerce com orgulho.

Maternidade solo no Norte do Brasil

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem 10,3 milhões de lares chefiados por mães solo, o que representa quase 29% dos domicílios chefiados por mulheres. No Norte, a realidade é ainda mais marcante: estados como o Amapá registram 33,5% dos lares sob responsabilidade exclusiva de mães, uma das maiores proporções do país.

Inspiração para outras mães

Neste Dia das Mães, a história de Waldeli mostra que ser mãe é também ser resistência e coragem. “Eu comecei lá de baixo, como vigilante, depois passei a ser cobradora de ônibus, mudei a categoria da habilitação e fui motorista de ônibus. Fiquei nove anos nessa função e mais recentemente fui para o caminhão”, explica.

Entre o volante do caminhão de carga pesada e o cuidado com os filhos, ela prova que não existem limites para o amor nem para a força feminina. Atualmente, seus filhos têm 23 e 15 anos. A mais velha é formada em Recursos Humanos e o caçula está no Ensino Médio.

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