Desde o início de abril, moradores de pelo menos dez municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre enfrentam problemas com a qualidade da água fornecida pela Corsan/Aegea. As principais queixas são o cheiro forte e o gosto ruim que saem das torneiras, forçando mudanças na rotina e gerando gastos extras para as famílias.
Relatos de moradores
Em Gravataí, a vendedora de lanches Tatiana Barreto precisou interromper a produção de refeições. "A água tem um cheiro tão forte que estava passando para os alimentos. O feijão não estava dando certo, o arroz ficava com cheiro. Eu tive que parar de fazer comida", relata. Na mesma cidade, outro morador passou a abrir a janela do banheiro durante o banho, pois o cheiro da água quente se tornou "insuportável".
As reclamações não se limitam a Gravataí. Há registros de queixas em Taquara, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Estância Velha e outros seis municípios da região. "É imprópria para consumo, então a gente tem comprado as bombonas de água. Eu adquiri um filtro, que é o que tem nos dado condições de beber água", conta a moradora Cláudia Terezinha de Lima.
Posicionamento da Corsan/Aegea
A Corsan/Aegea, empresa responsável pelo abastecimento, garante que a água é segura para o consumo. "A gente tem a garantia de que a nossa água é potável e ótima para o consumo. Fizemos mais de 100 mil análises, de maneira que a gente consiga garantir a potabilidade", afirma o diretor-executivo da companhia, Vitor Hugo Vieira Barros.
Segundo a empresa, a alteração no cheiro e no gosto é causada pela proliferação de algas nos mananciais. "Neste momento, nosso manancial está com nível baixo, então, muito em função disso, está ocorrendo essa proliferação de algas", explica o gerente de operações da Corsan/Aegea, Cristiano Locatelli. Para minimizar os efeitos, o tratamento da água foi intensificado com o uso de carvão ativado. A expectativa é de que o problema seja resolvido com a normalização do nível dos rios.
Orientações aos consumidores
A companhia orienta que os clientes entrem em contato para abrir um protocolo, caso notem problemas na água. A amostra deve ser avaliada por uma equipe do laboratório itinerante. É possível realizar a solicitação na Agência Virtual Aegea ou via WhatsApp pelo número (51) 99704-6644.



