Motoristas formaram longas filas em postos de combustíveis que ainda vendem gasolina mais barata na manhã desta quarta-feira (6), em Natal. O movimento ocorre após o preço do combustível atingir R$ 7,49 em alguns estabelecimentos da capital na terça-feira (5). O aumento repentino pegou os condutores de surpresa e gerou denúncias de possível preço abusivo ao Procon, que iniciou fiscalização em diversos postos.
Reajuste no gás natural veicular
No mesmo dia, a Potigás confirmou um reajuste de 3,8% no gás natural veicular, elevando o preço de venda para os postos a R$ 4,05. Como consequência, muitos motoristas buscaram os postos que ainda praticavam valores antigos nesta quarta-feira para economizar na compra de combustível.
Em um posto localizado na avenida Felizardo Moura, onde o litro da gasolina ainda era vendido a R$ 5,99, motoristas preferiram esperar alguns minutos a mais pelo atendimento. "Na Zona Norte, estava R$ 6,49. Lá na frente estava ainda mais caro. Deixei o pessoal que trabalha comigo e voltei aqui porque é quase um real de diferença", afirmou um motorista à Inter TV Cabugi.
Comparação com preços anteriores
De acordo com o levantamento de preços de combustíveis mais recente divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na segunda-feira (4), o valor médio do litro da gasolina estava em R$ 6,41 — mais de R$ 1 mais barato do que os valores encontrados na terça-feira.
Em um dos postos fiscalizados nesta terça em Natal, no bairro Planalto, Zona Oeste da cidade, o fiscal do Procon Carlos Alberto Freire explicou que o aumento foi justificado pelo crescimento do preço do combustível na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, que atualmente é privatizada.
Fiscalização do Procon
"O Procon requisitou a nota fiscal de compra do produto. Vimos que realmente teve um aumento da refinaria Clara Camarão, que compra esse produto importado e vende aqui no Estado. Então, os postos que comprarem da Clara Camarão realmente vão ter aumento. Agora o que a gente vai identificar é se esse aumento é abusivo ou não", explicou o fiscal.
Segundo ele, o posto apresentou notas fiscais de compra que apontaram acréscimo de 0,25% no valor cobrado pela refinaria. Os documentos serão analisados pelo Procon para verificar se houve abuso no preço final. Em um primeiro momento, o posto não foi autuado. O fiscal destacou que cada possível aumento de preço será analisado individualmente para saber se há justificativa para a mudança no valor.



