Moradores bloqueiam BR-364 em Feijó por reforma do hospital e protesto por saúde
Protesto fecha BR-364 em Feijó por reforma do hospital

Protesto por saúde fecha trecho da BR-364 em Feijó, no Acre

Cerca de 50 moradores de Feijó, no interior do Acre, mantêm um bloqueio no trecho da BR-364, na altura do km 490, há dois dias, em protesto por melhorias na área da saúde e pela reforma do Hospital Geral da cidade. A manifestação teve início na sexta-feira, dia 20, e continua neste domingo, 22, com os participantes reivindicando ações urgentes das autoridades.

Situação controlada com liberação parcial de veículos

A Polícia Rodoviária Federal do Acre (PRF-AC) informou que a situação está sob controle, com equipes presentes no local para garantir a resolução do protesto. A cada hora, há liberação para a passagem de veículos, priorizando ônibus com doentes e outras emergências. "De tempos em tempos estão liberando poucos veículos e sem confusões. Os veículos que são prioridades eles estão liberando, ônibus com doentes também", detalhou o órgão.

Não há previsão para a liberação total da estrada, mas a PRF-AC reforçou que há presença constante de agentes para monitorar a situação. O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) e aguarda retorno sobre as demandas dos manifestantes.

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Histórico de polêmicas no Hospital Geral de Feijó

O protesto reflete um cenário de insatisfação acumulada com o Hospital Geral de Feijó, que tem sido alvo de diversas controvérsias nos últimos anos:

  • Em janeiro de 2024, a família de Maria Daiane Souza da Silva, de 25 anos, acusou a maternidade do hospital de negligência após sua morte durante uma cesariana.
  • Em maio de 2025, Diogo Silva Albuquerque, de 12 anos, faleceu por sepse associada a celulite, com a família denunciando omissão no atendimento, embora a Sesacre tenha negado demora.
  • Em fevereiro de 2024, o Ministério Público do Acre (MPAC) abriu procedimento para apurar a recusa do hospital em realizar aborto em gestante de feto anencéfalo, recomendando que o direito à saúde fosse garantido.
  • Em junho de 2025, o MPAC instaurou procedimento para assegurar perícias médico-legais no hospital, visando melhorar a apuração de crimes e o atendimento às vítimas.

Esses casos têm motivado protestos anteriores, incluindo um fechamento da BR-364 após a morte de Diogo, com moradores exigindo justiça e melhorias no sistema de saúde local.

Impacto e contexto do protesto

O bloqueio da BR-364, principal via de acesso a Feijó, causa transtornos no trânsito, mas os manifestantes mantêm a pressão por respostas concretas. A situação destaca a crise na saúde pública no Acre, com demandas que vão desde infraestrutura hospitalar até a qualidade do atendimento. Enquanto isso, a PRF-AC continua a acompanhar de perto, garantindo que a situação permaneça pacífica e controlada.

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