Corpo de adolescente indígena de 15 anos é encontrado no Rio Tarauacá, no Acre
O corpo de Isaquiel Pinheiro Paulino Sales Kaxinawá, um adolescente indígena de apenas 15 anos, foi encontrado boiando nas águas do Rio Tarauacá, no município de Jordão, interior do Acre, na manhã desta terça-feira (14). O trágico desfecho ocorreu após o jovem desaparecer na madrugada de segunda-feira (13), quando caiu da passarela de um pontão de combustível localizado na região.
Busca iniciada após flagrante em câmeras de segurança
De acordo com informações do subcomandante do Corpo de Bombeiros em Tarauacá, tenente Marcelo Monteiro, a equipe de buscas partiu às 12h de segunda-feira, com previsão de chegada entre 10h e 11h desta terça. Porém, cerca de 15 minutos antes de alcançar a cidade, os bombeiros avistaram o corpo já na superfície do rio, sendo imediatamente recolhido e levado para Jordão para entrega à família.
O acidente foi inicialmente flagrado por um morador da região, que ouviu o barulho da queda e verificou as câmeras de segurança do local. Foi este cidadão quem acionou os bombeiros para comunicar a ocorrência, permitindo o início rápido das operações de resgate.
Circunstâncias do acidente reveladas por imagens
Nas imagens de segurança, é possível observar que o adolescente chegou correndo à passarela por volta das 4h da madrugada, escorregando e esbarrando em um balde que o impediu de se segurar. "Foi possível constatar que o jovem estava aparentemente embriagado, e quando tentou acessar o local, veio a cair, ocasião em que bateu o tórax na estrutura metálica do estabelecimento e desapareceu nas águas", explicou o tenente Monteiro.
Um homem que dormia no pontão saiu logo após o ocorrido para verificar, mas Isaquiel já havia sumido nas águas turvas do rio. Por conhecer o adolescente, este trabalhador informou imediatamente ao pai, identificado como Adauto, sobre o incidente.
Pai havia aconselhado filho sobre consumo de álcool
Adauto revelou aos bombeiros que havia aconselhado o filho a não consumir bebidas alcoólicas naquele dia, demonstrando preocupação prévia com o comportamento do adolescente. Inicialmente incrédulo, o pai só acreditou no acidente após ver as imagens das câmeras. "Soubemos que tinha caído na água, através das câmeras, mas eu só acreditei quando ele mostrou", relatou aos agentes.
O caso chama atenção para os riscos de estruturas precárias em áreas ribeirinhas e o consumo de álcool por menores de idade, especialmente em comunidades indígenas onde o acesso a serviços de prevenção e segurança pode ser limitado.



