Acre enfrenta semana de desafios com enchentes, tragédias e reestruturação política
O estado do Acre registrou uma série de eventos significativos entre os dias 5 e 11 de abril, marcados por desastres naturais, incidentes trágicos e alterações na administração pública. As reportagens mais acessadas no g1 destacam esses acontecimentos, que impactaram diretamente a população local.
Enchentes atingem comunidades e levam a decretos de emergência
As cheias dos rios Envira e Juruá provocaram estragos consideráveis no interior do Acre, afetando especialmente comunidades indígenas e áreas urbanas. O governo do estado decretou situação de emergência em seis municípios: Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, busca facilitar o acesso a recursos federais para auxílio às vítimas.
No caso do Rio Juruá, a enchente desabrigou 59 famílias, que foram levadas a abrigos públicos em Cruzeiro do Sul. No total, aproximadamente 28.350 pessoas foram impactadas, direta ou indiretamente, incluindo 7.087 famílias em 12 bairros urbanos, 15 comunidades rurais e três vilas. Com a vazante do rio, que começou na segunda-feira (6), os moradores puderam retornar às suas casas a partir da quarta-feira (8), recebendo cestas básicas e kits de limpeza para reorganização.
Tragédia no igarapé: três adolescentes morrem eletrocutados
Uma triste fatalidade ocorreu na zona rural de Cruzeiro do Sul, onde três adolescentes perderam a vida após sofrerem uma descarga elétrica enquanto tomavam banho em um igarapé. As vítimas foram identificadas como Miquéias Oliveira da Silva, de 13 anos, Uallen Souza Rodrigues, de 14 anos, e Osanir Gomes da Silva, de 15 anos. Segundo relatos familiares, o incidente teria sido causado por um peixe-elétrico, conhecido como poraquê, que atingiu Miquéias. Os outros dois jovens tentaram ajudar e também foram eletrocutados.
Os adolescentes haviam estudado pela manhã e planejavam retornar à escola à tarde quando decidiram ir ao igarapé. O caso chocou a comunidade local e levantou questões sobre segurança em áreas naturais.
Mudanças no alto escalão do governo do Acre
Em meio aos desafios, a governadora Mailza Assis promoveu uma série de alterações na administração pública estadual. Entre as principais nomeações, destacam-se a defensora pública Simone Santiago para a Secretaria da Mulher do Acre (Semulher) e o empresário Márcio Valter Agiolfi para a Secretaria Estadual de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), substituindo Assurbanípal Mesquista.
Outras mudanças incluem a nomeação de Madson Cameli, marido da governadora, como chefe do gabinete pessoal, e a definição de novos secretários para pastas como Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos, além de diretores para a Polícia Civil e o Instituto de Administração Penitenciária. Essas movimentações visam reestruturar a gestão estadual em preparação para as Eleições de 2026.
Denúncias de assédio moral em escola estadual
Servidores da Escola Estadual José Rodrigues Leite, em Rio Branco, denunciaram ao g1 um suposto cenário de assédio moral, perseguição funcional e omissão institucional. As queixas foram formalizadas junto à Ouvidoria da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) em novembro do ano passado, mas, segundo os profissionais, ainda aguardam resposta.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE-AC) informou que tem conhecimento das denúncias e que um processo de sindicância administrativa foi instaurado, com acompanhamento do Departamento de Segurança Escolar.
Ovo de Páscoa inovador ganha destaque em Rio Branco
Em um momento mais leve, uma tendência gastronômica chamou a atenção em Rio Branco: o ovo de Páscoa em fatias, que reúne seis recheios diferentes, incluindo sabores como ninho com Nutella, maracujá, chocolate com cereja, pistache e cupuaçu com doce de leite. A novidade aposta na diversidade como diferencial, oferecendo uma alternativa aos ovos tradicionais com sabor único.
Esta semana no Acre foi marcada por uma combinação de adversidades e transformações, refletindo os desafios enfrentados pelo estado na gestão de crises e na evolução política e social.



