Um acidente aéreo trágico resultou na morte de três pessoas na manhã deste sábado (17), na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um helicóptero modelo Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, caiu em uma área de mata em Guaratiba, após realizar uma parada para troca de pilotos em um aeroclube de Sepetiba.
Sequência de eventos antes da tragédia
Imagens e relatos de testemunhas reconstituem os momentos que antecederam a queda. A aeronave havia decolado do heliponto Helimar/HeliRio, no Recreio dos Bandeirantes. Pouco depois, por volta das 9h55, o helicóptero pousou no Clube Céu, em Sepetiba.
No local, conforme descrito por quem viu a cena, ocorreu uma troca de pilotos enquanto a aeronave estava posicionada sobre hastes. Após a substituição, o helicóptero decolou novamente e começou a executar manobras de circuito, um procedimento padrão de treinamento ou verificação, antes de desaparecer dos radares e cair.
Resgate e local do acidente
O Corpo de Bombeiros foi acionado após moradores da região avistarem a queda e darem o alerta. O local do impacto foi na esquina da Avenida Levy Neves com a Rua Tasso da Silveira, em Guaratiba.
As equipes de resgate enfrentaram dificuldades devido ao terreno de mata fechada. Helicópteros e viaturas dos bombeiros se posicionaram em um descampado próximo para tentar acessar os destroços. Até as 14h, os esforços para resgatar os corpos das três vítimas ainda estavam em andamento.
Investigação em andamento
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), já iniciou os trabalhos para apurar as causas do desastre. Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), sediado no Rio, foram deslocados para o local para a Ação Inicial da ocorrência.
Nesta fase, os peritos coletam dados, preservam evidências e avaliam os danos para entender a dinâmica do acidente. A FAB informou que a ocorrência será registrada no Painel SIPAER do CENIPA, disponível online, e que um Relatório Final será publicado ao término da investigação, que deve seguir o prazo mais curto possível, dependendo da complexidade do caso.
A nota oficial da Aeronáutica reforça que o CENIPA só se pronuncia oficialmente sobre os resultados por meio da publicação desse relatório final, conforme determina a legislação aeronáutica brasileira.