Viaduto Filadélfia em Governador Valadares é interditado por risco de desabamento após laudo técnico
Viaduto Filadélfia interditado por risco de desabamento em Governador Valadares

Viaduto Filadélfia em Governador Valadares é totalmente interditado após laudo apontar risco iminente de desabamento

A Prefeitura de Governador Valadares realizou uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25) para anunciar oficialmente o início das obras de recuperação do viaduto Filadélfia, localizado na movimentada Avenida Israel Pinheiro. O serviço, que tem um orçamento estimado em aproximadamente R$ 1,7 milhão, está programado para começar nesta sexta-feira (27) e deve se estender por um período de 90 dias, conforme declarou o prefeito Coronel Sandro (PL).

Estrutura crítica interditada há meses

O viaduto Filadélfia, que é uma das principais rotas de circulação da cidade e concentra cerca de 35% do fluxo dos 176 mil veículos da frota municipal, foi totalmente interditado em março de 2025. A decisão foi tomada após laudos técnicos concluírem que havia um risco iminente de desabamento. A estrutura, construída há mais de 40 anos, nunca recebeu manutenção adequada ao longo de sua história, conforme detalhado no relatório oficial.

Entenda a cronologia do caso

O viaduto Filadélfia, que conecta os bairros Esplanada e Esplanadinha, já estava parcialmente bloqueado desde fevereiro de 2024. O fechamento total ocorreu em 25 de março de 2025, apenas um dia após a conclusão de um laudo técnico que identificou falhas estruturais graves e preocupantes. A interdição afetou tanto a parte superior, na Avenida Israel Pinheiro, quanto o trânsito inferior, na Avenida Brasil, causando significativos transtornos à mobilidade urbana.

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Na época da interdição, o município havia estimado um prazo de 40 a 45 dias para concluir o processo de licitação e até 60 dias para a execução das obras de recuperação. No entanto, esses prazos não se confirmaram na prática. Quatro meses após o bloqueio total, a estrutura permanecia completamente fechada. A Prefeitura justificou o atraso afirmando que estudos complementares eram necessários, incluindo sondagens de solo, ensaios no concreto e levantamento topográfico, para definir com precisão o projeto de recuperação adequado.

Problemas estruturais graves identificados nos laudos

O laudo técnico elaborado por engenheiros especializados apontou quatro problemas principais que comprometem a segurança do viaduto:

  1. Deslocamento do tabuleiro: O tabuleiro apresentou um desnível de 15 centímetros em relação ao pilar P4, além de fissuras antigas visíveis, o que compromete seriamente a estabilidade da estrutura.
  2. Deterioração do concreto: O documento registrou fenômenos como lixiviação, corrosão das armaduras, reações químicas superficiais e danos extensivos nos guarda-corpos.
  3. Juntas de dilatação desprotegidas: A falta de proteção adequada permitiu a infiltração de água, afetando o aço da estrutura e comprometendo o capeamento.
  4. Pilares mal dimensionados: Projetados em formato de taça, os pilares possuem seção inferior insuficiente para suportar as cargas e vibrações do tráfego intenso, conforme explicou o engenheiro responsável.

O relatório concluiu que há risco de falência total da estrutura e recomendou uma série de intervenções urgentes para evitar um possível colapso, como a reconstrução dos pilares, limpeza e tratamento das armaduras e recomposição do concreto deteriorado.

O que será feito agora nas obras de recuperação

Durante a coletiva desta quarta-feira, o prefeito Coronel Sandro afirmou com ênfase que a recuperação será realizada sem a necessidade de demolir o viaduto. O projeto de engenharia prevê um reforço estrutural completo, correção dos deslocamentos identificados e tratamento específico para todos os danos apontados nos laudos técnicos.

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A expectativa otimista do município é reabrir a via vital após os 90 dias previstos de obras, desde que as condições climáticas e operacionais permitam o andamento regular do cronograma estabelecido. A prefeitura se comprometeu a fornecer atualizações periódicas sobre a execução das obras para manter a população informada. Enquanto isso, o trânsito na região permanece totalmente interditado, tanto na parte superior quanto na inferior do viaduto Filadélfia, exigindo planejamento alternativo dos motoristas.