Trenzinho é apreendido em Ribeirão Preto por falta de alvará e equipamentos obrigatórios
Trenzinho apreendido em Ribeirão Preto por irregularidades

Trenzinho é apreendido por múltiplas irregularidades em Ribeirão Preto

Um trenzinho utilizado para transporte de passageiros foi apreendido pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) na noite de sexta-feira, 20 de dezembro, na Avenida Lygia Latuf Salomão, no bairro João Rossi, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A ação ocorreu durante uma operação de fiscalização rotineira que identificou uma série de infrações graves relacionadas à segurança e à documentação do veículo.

Irregularidades técnicas e documentais constatadas

De acordo com os agentes da GCM, o trenzinho apresentava falta de equipamentos obrigatórios para circulação, como faróis e extintor de incêndio, itens fundamentais para a prevenção de acidentes. Além disso, os fiscais relataram que o condutor não possuía habilitação adequada para operar aquele tipo específico de veículo de transporte coletivo. Diante das constatações, a equipe acionou a RP Mobi, empresa responsável pela remoção de veículos, que retirou o trenzinho da via pública para evitar riscos à população.

Empresa responsável contesta versão oficial

Em nota enviada à EPTV, afiliada da Rede Globo, a Meteoro, empresa que administra o trenzinho, apresentou uma versão divergente dos fatos. A empresa afirmou que o condutor estava devidamente habilitado durante a abordagem, com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regularizada, e que possui curso específico para transporte de passageiros. Segundo a Meteoro, toda a documentação exigida foi apresentada às autoridades no momento da fiscalização.

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O proprietário do veículo declarou ainda que o setor tem investido valores significativos para adequar os trenzinhos às exigências do poder público, mas criticou a criação constante de novas normas. Ele também mencionou a questão dos chamados "seguidores" – pessoas que correm atrás dos veículos formando aglomerações –, situação que, segundo ele, foge ao controle dos condutores e tem sido usada como justificativa para apreensões, apesar de promessas de intensificação na fiscalização para coibir essa prática.

Prefeitura detalha pendências e prazos não cumpridos

Em resposta, a Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio do Departamento de Fiscalização Geral, emitiu uma nota esclarecendo que o trenzinho apreendido operava sem Alvará de Funcionamento e já havia sido autuado anteriormente por outras irregularidades. A administração municipal revelou que, em reunião com o prefeito Ricardo Silva no dia 9 de dezembro de 2025, foi concedido um prazo de 30 dias para a regularização da atividade.

No entanto, conforme a prefeitura, as exigências legais não foram cumpridas dentro do período estabelecido, o que motivou a apreensão. A nota municipal também destacou que vídeos circulando nas redes sociais mostram aglomerações de pessoas correndo atrás do trenzinho, situação que configura risco à segurança pública e é considerada irregular. A orientação dada aos proprietários, segundo a prefeitura, é acionar a GCM para garantir organização e proteção do público, medida que não foi adotada no caso.

O episódio reflete tensões contínuas entre operadores de trenzinhos e o poder público em Ribeirão Preto, envolvendo debates sobre regulamentação, segurança e a convivência desses veículos com o espaço urbano. A apreensão serve como alerta para a necessidade de conformidade total com as normas municipais e estaduais para evitar interrupções no serviço e garantir a integridade dos passageiros e pedestres.

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