Morador denuncia instalação de quebra-molas em rua sem saída no interior de Sergipe
Quebra-molas em rua sem saída gera polêmica em Aquidabã (SE)

Morador denuncia instalação de quebra-molas em rua sem saída no interior de Sergipe

Um fato inusitado e polêmico foi registrado no conjunto Senhorinha, localizado no município de Aquidabã, no interior de Sergipe. Um morador decidiu fazer uma denúncia pública após se deparar com a instalação de um quebra-molas em uma rua sem saída, e o vídeo da situação rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando intenso debate entre a população local.

Denúncia viral nas redes sociais

O autor da denúncia é André Barreto, servidor municipal há mais de vinte anos, conhecido por sua atuação fiscalizadora na gestão pública. Ele relatou ao g1 que ficou surpreso ao encontrar a estrutura instalada em um trecho tão curto da via. "Minhas filhas moram ali pertinho e quando fui pegá-las observei o quebra-molas e resolvi filmar. Um trecho tão pequeno, com dois quebra-molas e sem sinalização adequada, numa rua sem saída é um absurdo", afirmou Barreto, destacando sua perplexidade com a situação.

O morador ainda complementou sua crítica ao apontar que existem outras áreas do município que demandariam maior atenção no trânsito. "O conjunto da maternidade, onde as ruas são largas e há constante fluxo de carros, motos e até caminhões, é um local que realmente precisaria da instalação de quebra-molas para garantir a segurança", argumentou, questionando a prioridade dada pela administração municipal.

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Justificativa da prefeitura

Em resposta à denúncia, a Prefeitura de Aquidabã emitiu uma nota oficial explicando os motivos por trás da obra. Segundo a administração, a pavimentação e a instalação do quebra-molas fazem parte de um conjunto de intervenções realizadas recentemente no loteamento, que incluiu a aplicação de asfalto e sinalização viária.

A prefeitura destacou que a rua em questão possui um declive significativo e termina em um muro residencial. Essa característica geográfica, especialmente durante períodos de chuva, pode provocar o escoamento da água com velocidade elevada, aumentando os riscos de alagamentos e transtornos para os moradores. "A solução adotada teve como objetivo reduzir a força da água, minimizando impactos à residência situada ao final da via", explicou a nota.

A administração municipal enfatizou que se trata de uma medida paliativa e funcional, projetada para prevenir danos ambientais e proteger a propriedade privada, em vez de uma ação voltada exclusivamente para o controle de velocidade veicular.

Repercussão e debate público

A viralização do vídeo nas redes sociais amplificou a discussão sobre a eficácia e a necessidade de intervenções urbanas em Aquidabã. Muitos usuários apoiaram a denúncia de André Barreto, argumentando que recursos públicos poderiam ser melhor aplicados em locais com maior fluxo de veículos e risco de acidentes.

Por outro lado, alguns moradores reconheceram a justificativa da prefeitura, especialmente considerando os problemas recorrentes de drenagem e alagamento na região. O caso ilustra os desafios enfrentados pelas administrações municipais ao equilibrar demandas de infraestrutura, segurança viária e prevenção ambiental.

Este episódio serve como um exemplo de como a fiscalização cidadã e as redes sociais podem influenciar o debate público sobre obras urbanas, pressionando por transparência e eficiência na aplicação de recursos municipais.

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