Muro de cooperativa de reciclagem desaba em Ribeirão Preto e lixo invade casas durante temporal
Muro de reciclagem desaba e lixo invade casas em Ribeirão Preto

Muro de cooperativa de reciclagem desaba durante temporal e lixo invade casas em Ribeirão Preto

Um incidente grave ocorreu no último sábado (7) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, quando o muro de uma cooperativa de reciclagem desabou durante um forte temporal, espalhando lixo e lama que invadiram várias casas no bairro Branca Salles. Dois dias após o ocorrido, moradores ainda tentam se recuperar do susto e dos prejuízos materiais, alguns considerados irreversíveis a curto prazo.

Chuva intensa e consequências devastadoras

O temporal que atingiu a região registrou mais de 30 milímetros de chuva em menos de 30 minutos, causando o acúmulo e represamento de água no interior da cooperativa. Com a força da água, parte do material reciclável armazenado no local, além de lama, foi arrastado com violência para as proximidades e até para o interior das residências vizinhas.

Otávio Augusto de Lima Seminati, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Ribeirão Preto, explicou que a topografia baixa da área e o acúmulo de lixo na parte inferior do portão da cooperativa contribuíram para o represamento de água, levando ao colapso do muro e ao extravasamento do conteúdo.

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Relatos de desespero e prejuízos significativos

Moradores do bairro Branca Salles descreveram momentos de pânico durante o incidente. Fátima da Silva, aposentada, relatou que a água e os detritos invadiram sua propriedade de forma intensa. "Entrou bastante [água]. Estourou lá o muro, daí entrou tudo, aquele monte de barro, saco de reciclagem, motor, os carros, veio tudo na minha porta. Foi bem feio, ficou alto mesmo de água", afirmou ela, ainda emocionada.

O pedreiro Maciel Sacramento de França, que estava em casa no momento do desabamento, ouviu um barulho muito forte e destacou que a prioridade imediata foi garantir a segurança de todos. "A preocupação nossa era que ninguém se machucasse, criança, o resto, carro, móveis, isso aí a pessoa conquista outro, mas vida não paga, né?", disse ele, ressaltando o valor da vida em meio ao caos.

Impactos materiais e ações da Defesa Civil

Os prejuízos foram variados entre os moradores. Enquanto alguns, como Maciel, tiveram apenas a invasão de lama e água, outros enfrentaram perdas mais severas. Fátima mencionou que uma vizinha perdeu eletrodomésticos, alimentos e até o colchão para dormir, com a geladeira queimada devido à inundação. "Acabou. Nem comida, nem o colchão. Não tem colchão pra dormir. A geladeira queimou. Estava chorando", lamentou a aposentada, que se solidarizou dividindo alimentos com a afetada.

A Defesa Civil de Ribeirão Preto realizou uma vistoria no local após o incidente e emitiu orientações urgentes para mitigar riscos futuros. As medidas incluem:

  • Remoção de outras partes do muro que ainda apresentam risco de colapso.
  • Reconstrução de uma nova estrutura de contenção mais segura.
  • Retirada de árvores com risco de queda na área.
  • Transferência do material reciclado para outro centro de coleta da cidade.

O momento exato do desabamento foi registrado por câmeras de segurança de um bar localizado na esquina da Rua Jorge Teixeira de Andrade, fornecendo evidências visuais do ocorrido. A situação expõe vulnerabilidades na infraestrutura urbana e a necessidade de maior fiscalização em áreas de risco, especialmente durante eventos climáticos extremos.

Enquanto a comunidade tenta se reorganizar, a cooperativa de reciclagem e as autoridades municipais enfrentam o desafio de reparar os danos e prevenir novos acidentes, em um contexto onde a segurança dos moradores deve ser a prioridade máxima.

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