Cliente é soterrada por tonelada de leite condensado em acidente com empilhadeira no RS
Mulher soterrada por leite condensado em mercado do RS ainda se recupera

Cliente é soterrada por tonelada de leite condensado em acidente com empilhadeira no RS

A vida de uma jovem de 20 anos foi drasticamente alterada após um grave acidente ocorrido dentro de um supermercado Via Atacadista, localizado na cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No dia 9 de março do ano passado, a cliente foi surpreendida e completamente soterrada por um carregamento de aproximadamente uma tonelada de caixas de leite condensado, que despencou de uma empilhadeira operada por um funcionário do estabelecimento.

Um ano depois, a recuperação ainda é longa e dolorosa

Passado mais de um ano do episódio traumático, a mulher continua enfrentando um árduo processo de recuperação. Sua advogada, Michelle Martins, revelou em entrevista que a vítima ainda realiza sessões regulares de fisioterapia e depende de um andador para se locomover. "Ela segue fazendo sessões de fisioterapia e se movimenta com ajuda de andador", afirmou a profissional, destacando a gravidade das lesões sofridas.

O momento do acidente registrado em vídeo

O incidente, que foi capturado por câmeras de segurança, mostra de forma clara e assustadora a sequência de eventos. Nas imagens, é possível observar:

  • O funcionário do Via Atacadista manuseando a empilhadeira carregada.
  • A cliente caminhando tranquilamente entre as gôndolas, observando produtos.
  • O momento crítico em que o maquinário tomba, despejando toda a carga sobre a mulher desprevenida.

Testemunhas que estavam em corredores próximos correram para ajudar, retirando as pesadas caixas que cobriam a cliente ferida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente.

Trajetória hospitalar e extensas intervenções cirúrgicas

A vítima foi rapidamente encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre e, posteriormente, transferida para o Hospital São Lucas da PUCRS, com todos os custos médicos assumidos pela rede Via Atacadista. Sua condição exigiu uma complexa e extensa intervenção cirúrgica.

Os procedimentos realizados incluíram:

  1. Colocação de 12 pinos na região do abdômen.
  2. Operações corretivas em um dos dedos.
  3. Cirurgias nas costas e na clavícula.

Todos estes procedimentos foram realizados durante a mesma intervenção cirúrgica, evidenciando a severidade do trauma físico.

O susto em família e a prioridade materna

Em depoimento dado à reportagem em maio do ano passado, a mulher relembrou que havia saído para uma rápida compra no supermercado acompanhada do marido e do filho bebê, que na época tinha apenas seis meses de vida. "Minha primeira preocupação quando aconteceu foi ver se ele (bebê) estava bem, se tinha acontecido algo. Depois não lembro de mais nada, só de estar no hospital", relatou emocionada.

Enquanto o bebê saiu ileso do acidente, o marido não teve a mesma sorte e sofreu uma fratura em um dos braços, completando o cenário de caos e pânico familiar.

Investigação policial e consequências trabalhistas

O caso foi minuciosamente investigado pela Polícia Civil, que remeteu o inquérito à Justiça aproximadamente um mês após o ocorrido. O funcionário responsável pela operação da empilhadeira firmou um termo circunstanciado – instrumento utilizado em casos de delitos com menor potencial ofensivo – por lesão corporal culposa, quando não há intenção de ferir.

Como consequência direta do acidente, o homem foi demitido pela rede de supermercados no dia 20 de março de 2025. O termo circunstanciado assinado por ele foi encaminhado para análise e decisão do Poder Judiciário, que determinará as possíveis responsabilidades legais.

Este grave episódio serve como um alerta sombrio sobre a importância dos protocolos de segurança no manuseio de equipamentos pesados em ambientes frequentados pelo público, onde um simples descuido pode resultar em consequências devastadoras e de longa duração para vidas inocentes.