Incêndio em loja de motos no Rio mobiliza 50 bombeiros por 35 horas; 20 casas serão vistoriadas
Incêndio em loja de motos no Rio mobiliza 50 bombeiros por 35 horas

Incêndio em loja de motos no Rio mobiliza 50 bombeiros por 35 horas; 20 casas serão vistoriadas

Um intenso incêndio que consumiu um galpão da empresa Motocriss, loja de motopeças em Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, exigiu uma operação extensa do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, com cerca de 50 militares atuando por aproximadamente 35 horas para controlar as chamas. O combate, que começou na manhã de segunda-feira (9), só entrou na fase de rescaldo na tarde desta terça-feira (10), após um trabalho exaustivo que incluiu o uso de drones com câmeras térmicas para monitoramento estratégico.

Operação complexa e impactos na região

As equipes do Corpo de Bombeiros, provenientes de 12 unidades diferentes e com o apoio de 18 viaturas, enfrentaram desafios significativos durante a operação. Em determinado momento, os agentes precisaram recuar quando a estrutura do prédio começou a desabar e as chamas se intensificaram, uma situação que exigiu cautela extrema para garantir a segurança dos profissionais.

Além do combate direto ao fogo, os bombeiros realizaram a retirada de moradores e animais de imóveis do entorno, trabalhando incansavelmente para evitar que as chamas se espalhassem e atingissem casas vizinhas. Apesar dos esforços, a Defesa Civil Municipal estima que cerca de 20 residências deverão passar por avaliação estrutural após o incêndio, embora esse número ainda seja preliminar. As vistorias só poderão ser iniciadas após a conclusão do rescaldo pelos bombeiros.

Consequências do incêndio e investigações em andamento

O incêndio causou transtornos significativos na mobilidade urbana da região. A pista lateral da Avenida Brasil, no sentido Centro, ficou interditada desde a manhã de segunda-feira para facilitar o trabalho dos bombeiros e só foi liberada na tarde de terça-feira. No entanto, mesmo com a liberação, o trânsito ainda apresentava reflexos na área, com lentidão e retenções até a altura de Irajá, afetando o deslocamento de milhares de pessoas.

Do ponto de vista da saúde, cerca de 15 pessoas receberam atendimento médico no local, mas, segundo as equipes de saúde, os casos registrados foram relacionados a pressão alta, sem ocorrências de inalação de fumaça. O proprietário da loja esteve na 21ª DP (Bonsucesso) para prestar depoimento, e a Polícia Civil vai investigar as causas do incêndio, que podem estar ligadas à natureza dos produtos armazenados no local.

Fatores que agravaram a situação

A empresa Motocriss, que atua no comércio de motopeças no Rio, armazenava produtos e componentes automotivos, incluindo materiais inflamáveis em seu galpão. Esse fato pode ter contribuído decisivamente para a rápida propagação das chamas e para a densa fumaça que se espalhou pela região, dificultando ainda mais o trabalho dos bombeiros e aumentando os riscos para a comunidade local.

A operação de rescaldo, iniciada na tarde de terça-feira, focou no resfriamento da estrutura para evitar a reignição de novos focos, utilizando drones com câmera térmica para identificar pontos de calor de forma precisa. Essa abordagem tecnológica garantiu um uso mais eficiente dos recursos disponíveis, demonstrando a evolução nas técnicas de combate a incêndios em grandes proporções.