Incêndio em galpão de motopeças no Rio completa 24 horas com combate intenso
Um incêndio de grandes proporções que atingiu um galpão da empresa Motocriss, localizada no bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, já dura 24 horas, com o combate se estendendo pela madrugada desta terça-feira (10) e continuando ao longo da manhã. Cerca de 60 militares de 13 quartéis do Corpo de Bombeiros permanecem atuando no local para extinguir os focos remanescentes.
Situação controlada, mas ainda em andamento
De acordo com os bombeiros, o incêndio está controlado, e não há risco de propagação para imóveis vizinhos. No entanto, a ocorrência ainda não foi totalmente encerrada, exigindo a presença contínua das equipes no rescaldo. Moradores de casas próximas ao galpão atingido ainda não puderam retornar às suas residências, aguardando a liberação das autoridades.
A Defesa Civil Municipal informou que aproximadamente 20 residências devem passar por avaliação estrutural após o incêndio, mas esse número é preliminar. As vistorias só poderão ser iniciadas depois que os bombeiros concluírem o trabalho de rescaldo, garantindo a segurança da área.
Impactos no trânsito e investigação policial
O incêndio causou interdições significativas no trânsito local. Segundo atualização do Centro de Operações da Prefeitura às 8h51, a pista lateral da Avenida Brasil, no sentido Centro, permanecia interditada entre Ramos e Bonsucesso para facilitar o trabalho das equipes de emergência, com retenções desde a altura de Barros Filho. A Rua Bittencourt Sampaio, onde fica o imóvel atingido, também continua fechada ao tráfego.
O proprietário da loja esteve na 21ª DP (Bonsucesso) para prestar depoimento, e a Polícia Civil vai investigar as causas do incêndio, que ainda são desconhecidas. A empresa Motocriss atua no comércio de motopeças no Rio e armazena produtos e componentes automotivos, incluindo materiais inflamáveis, o que pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas e da fumaça densa observada na região.
Combate desafiador e atendimentos médicos
As equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas na manhã de segunda-feira, mas enfrentaram um cenário perigoso quando o prédio começou a desabar e as chamas se intensificaram, obrigando um recuo temporário. Durante a operação, os agentes realizaram a retirada de moradores e animais de imóveis do entorno, trabalhando ativamente para evitar que o fogo se espalhasse e atingisse casas vizinhas.
Cerca de 15 pessoas receberam atendimento médico no local, com casos registrados principalmente de pressão alta, sem ocorrências de inalação de fumaça, segundo as equipes de saúde. A coluna de fumaça gerada pelo incêndio foi visível em várias partes da Zona Norte do Rio, causando preocupação entre os residentes.
O incidente destaca a importância da segurança em depósitos de materiais inflamáveis e a eficiência dos serviços de emergência em conter situações de risco prolongado, enquanto a comunidade aguarda a normalização da área e os resultados da investigação policial.



