Incêndio nos Alpes: Jovem golfista italiano é primeira vítima identificada
Golfista de 16 anos é primeira vítima identificada em incêndio

Uma tragédia de proporções internacionais chocou a Suíça e o mundo durante as comemorações da virada do ano. Um violento incêndio em um bar lotado na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços, deixou um rastro de destruição e luto, com um balanço preliminar de cerca de 40 mortos e mais de 110 feridos, muitos em estado grave.

Primeira vítima identificada: uma promessa do golfe

Nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, as autoridades suíças conseguiram identificar a primeira vítima fatal da catástrofe. Trata-se do jovem golfista italiano Emanuele Galeppini, de apenas 16 anos. O adolescente, que vivia em Dubai e integrava seleções juvenis da Itália, estava na região alpina com a família para as festas de fim de ano.

A Federação Italiana de Golfe emitiu uma nota de pesar, afirmando: “O mundo do golfe italiano chora a morte de Emanuele Galeppini, um jovem atleta que carregava paixão e valores genuínos”. Segundo a imprensa italiana, Galeppini foi ao bar Le Constellation com dois amigos, que conseguiram escapar e foram hospitalizados.

O que provocou a tragédia?

O incêndio ocorreu por volta das 1h30 da madrugada do dia 1º de janeiro, quando o estabelecimento estava repleto de jovens celebrando o Réveillon. Investigadores analisaram imagens que mostram o fogo se alastrando em questão de segundos, em um fenômeno conhecido como flashover, onde todo o ambiente entra em combustão quase ao mesmo tempo.

A principal linha de apuração indica que a tragédia começou com o uso de artefatos pirotécnicos dentro do bar. Especificamente, a hipótese mais forte é que garrafas de champanhe com faíscas ou sinalizadores, comuns em apresentações festivas em casas noturnas europeias, tenham incendiado o teto do subsolo, possivelmente revestido com material inflamável.

Vídeos promocionais antigos do Le Constellation, recuperados pela mídia, mostram funcionários circulando com esse tipo de item aceso, o que reforçou as suspeitas das autoridades.

Repercussão internacional e busca por respostas

A identificação das vítimas é um processo lento e doloroso. Muitos corpos ficaram gravemente carbonizados, forçando os peritos a recorrer a exames de DNA e registros odontológicos. O número exato de mortos ainda está sendo revisado, com diplomatas italianos mencionando 47 vítimas, enquanto o cantão de Valais mantém a estimativa em cerca de 40.

Entre os feridos, há cidadãos de várias nacionalidades. A França confirmou nove hospitalizados, e pacientes da Itália, Alemanha e Polônia foram transferidos. A União Europeia está prestando apoio logístico e médico à Suíça.

O caso reacendeu um debate urgente sobre segurança em ambientes fechados. Especialistas ouvidos pela imprensa europeia alertam que faíscas decorativas são frequentemente subestimadas, especialmente em locais com tetos baixos e ventilação inadequada. A tragédia em Crans-Montana ecoa episódios similares recentes na Macedônia do Norte, Espanha e Rússia.

O presidente da Suíça decretou cinco dias de luto nacional, classificando o evento como uma das maiores tragédias da história recente do país. Enquanto isso, as investigações criminais avançam para apurar possíveis falhas no cumprimento das normas de segurança contra incêndio.

Para a família de Emanuele Galeppini e de tantas outras vítimas, o luto se mistura à busca por justiça e por medidas que evitem que uma catástrofe como essa se repita. Fotos do jovem golfista ao lado de estrelas como Rory McIlroy circularam nas redes, transformando-o em um símbolo da dor causada pelo fogo nos Alpes suíços.