Menino de 4 anos sobrevive a queda do 10º andar em Ribeirão Preto e já respira sozinho
Criança de 4 anos sobrevive a queda do 10º andar em SP

Um menino de quatro anos, Brenno Fernandes Girdziauckas, sobreviveu a uma queda do décimo andar de um prédio no Centro de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O acidente, ocorrido no dia 27 de dezembro, deixou a criança com politraumatismo, mas sua evolução clínica tem sido positiva. Nesta sexta-feira (2), a família comemorou um marco importante: o garoto foi desintubado e já respira sem a ajuda de aparelhos.

Evolução clínica e recuperação

Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) de Ribeirão Preto, Brenno vem apresentando melhoras significativas. Segundo informações do pai, Carlos Daniel Fernandes, além de respirar sozinho, a criança não precisa mais de bolsas de sangue e está com a sedação sendo reduzida gradativamente.

"Acabaram de desentubar o Brenno. Agora respirando sozinho. Mas continua sedado e evoluindo indo bem", relatou o pai em mensagem enviada à imprensa. Ele também mencionou a visita de um capelão ao hospital, que fez uma oração pelos pacientes da UTI.

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O menino já passou por duas cirurgias em decorrência do politraumatismo sofrido na queda, que incluiu fraturas em ambos os fêmures e em um dos pés.

Como aconteceu o acidente

O incidente ocorreu por volta das 15h30 do dia 27 de dezembro. Brenno, que é autista não verbal, conseguiu acessar a janela do banheiro do apartamento da família, localizado no décimo andar. A janela não tinha grade de proteção.

A mãe da criança, que é psicóloga, contou à polícia que estava com o marido próximo ao quarto quando ouviu um barrulho. Ao ir ao banheiro, não encontrou o filho e imediatamente associou o som à possibilidade de uma queda. Desesperada, ela correu até o térreo do condomínio, onde encontrou Brenno no solo da área comum, ainda consciente, mas com graves lesões nas pernas.

Atendimento e investigação

A irmã de Brenno acionou o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), que realizou os primeiros socorros e encaminhou a criança para o Hospital das Clínicas, que fica nas proximidades do prédio.

De acordo com o boletim de ocorrência, a queda pode ter sido amortecida por dois fatores: o choque contra uma janela de vidro no oitavo andar e, em seguida, contra um corrimão, antes de Brenno atingir o chão. Este detalhe pode ter sido crucial para a sobrevivência.

O caso foi registrado na Polícia Civil como queda acidental. Para auxiliar no esclarecimento completo das circunstâncias, foram solicitados exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

A história de Brenno serve como um alerta urgente para a segurança infantil em apartamentos, especialmente envolvendo crianças com transtorno do espectro autista (TEA), que podem ter noções de perigo diferentes e grande curiosidade. A instalação de redes ou grades de proteção em janelas e varandas é uma medida essencial de prevenção.

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