Cratera em São José dos Campos: lonas emergenciais e 156 desalojados após novo afundamento
Cratera em São José: lonas emergenciais e 156 desalojados

Cratera em São José dos Campos recebe lonas emergenciais e deixa 156 pessoas desalojadas

A cratera que se abriu no bairro Jardim Imperial, na Zona Sul de São José dos Campos, foi coberta com lonas nesta segunda-feira (9) como uma medida emergencial para reduzir os impactos das chuvas e evitar novos desmoronamentos. As famílias afetadas, que precisaram deixar seus imóveis, também começaram a receber cestas básicas e colchões para amenizar a situação de desabrigo.

Interdições e desalojamentos após afundamento do asfalto

Desde o sábado (7), quando o asfalto cedeu na Rua Felisbina de Souza Machado, quatro casas e um prédio com 34 apartamentos permanecem interditados por questões de segurança. No total, 156 pessoas foram desalojadas e encontraram acolhida em casas de parentes e amigos. Ainda não há uma previsão concreta para o retorno desses moradores aos seus lares.

A lona preta foi colocada sobre as bordas do asfalto que cedeu, e o trecho da rua segue totalmente interditado e sinalizado com cavaletes para evitar acidentes. A ação visa conter a erosão e os riscos de deslizamentos, especialmente durante o período chuvoso.

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Vídeo exclusivo mostra momento exato do afundamento

Um vídeo obtido com exclusividade pela Rede Vanguarda registra o instante preciso em que a nova cratera se abriu, às 16h56 de sábado (7). As imagens revelam que um carro passou pela rua momentos antes do afundamento. Dois minutos depois, o solo cedeu repentinamente, engolindo parte da via e levantando uma nuvem espessa de poeira.

O vídeo também mostra que, segundos antes do desabamento, um casal saiu de um carro estacionado em frente ao prédio que foi posteriormente interditado. A mulher carregava um bebê, enquanto o homem levava o carrinho da criança. Eles entraram no prédio, e o portão estava sendo fechado no exato momento em que a cratera se abriu. Felizmente, ninguém ficou ferido no incidente.

Vistoria técnica e histórico de problemas na região

A Defesa Civil e agentes da Prefeitura realizaram vistorias técnicas na nova cratera nesta segunda-feira (9). O afundamento ocorreu na mesma rua onde, há cerca de duas semanas, outro grande buraco se abriu e chegou a engolir um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto. A distância entre as duas crateras é de cerca de 250 metros.

Durante as chuvas do fim de semana, tanto a cratera mais recente quanto a mais antiga ficaram instáveis, com as laterais cedendo. Um poste de energia foi engolido pelo novo afundamento. Segundo a Defesa Civil, o trecho tem um histórico de problemas há pelo menos 15 anos, com registros recorrentes de crateras e buracos no asfalto e nas calçadas.

Retirada de pertences e apoio às famílias desalojadas

No domingo (8), moradores do prédio Residencial Jardins de Sevilha puderam entrar rapidamente no edifício, acompanhados pela Defesa Civil, para retirar pertences essenciais, como roupas, documentos e alguns eletrodomésticos. Imagens feitas pela Rede Vanguarda mostram moradores deixando o local com objetos pessoais transportados de forma improvisada, em sacos de lixo, sacolas de mercado e lençóis.

O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), afirmou em entrevista que as intervenções realizadas até o momento são emergenciais e que ainda não há prazo para a execução do reparo definitivo, devido ao período de chuvas. “As obras emergenciais já começaram no primeiro dia, com desvio da Comgás. A EDP e a Sabesp também já atuaram aqui. A prefeitura também. A gente vai amenizando a situação”, disse.

Segundo o prefeito, uma empresa já foi contratada para atuar na cratera mais antiga da rua, e outra contratação deve ser feita para as obras de contenção do novo afundamento. Ele afirmou ainda que a prefeitura estuda uma intervenção maior na via, como a troca de toda a parte de galeria da rua, e que não havia sinais prévios de afundamento no trecho onde a nova cratera se abriu.

Anderson Farias também mencionou que a prefeitura estuda alternativas de apoio às famílias caso o período de interdição se prolongue, como hospedagem em hotel ou pagamento de aluguel social. “Se for necessário que os imóveis fiquem evacuados por mais tempo, vamos estudar alguma forma de apoio. Todo o suporte que o município puder dar, ele dará”, afirmou.

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Posicionamento da prefeitura e concessionárias

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que as interdições foram realizadas de forma preventiva para garantir a segurança dos moradores e que o local segue sinalizado. A EDP informou que equipes seguem mobilizadas na substituição dos postes atingidos e na reconstrução da rede elétrica, ressaltando que o avanço dos trabalhos depende das condições climáticas e de segurança.

A Sabesp informou que concluiu as adaptações nas tubulações afetadas pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais. Segundo a companhia, a estrutura rompida não pertence à Sabesp, mas as intervenções foram necessárias para restabelecer o abastecimento de água. A Comgás afirmou que monitora a rede de gás encanado no local e que, por segurança, o fornecimento foi interrompido para os imóveis interditados, sem registro de vazamentos.