Cratera no Jardim Imperial cresce com chuva e deixa 156 desalojados em São José
Cratera cresce em São José e deixa 156 desalojados

Cratera no Jardim Imperial se expande com chuvas e preocupa moradores em São José dos Campos

Com as chuvas intensas que atingem São José dos Campos, a nova cratera que se abriu no bairro Jardim Imperial, na Zona Sul, continua cedendo e aumentando de tamanho. Nesta terça-feira (10), a prefeitura tomou medidas emergenciais para evitar o avanço da água, construindo uma barreira de asfalto no contorno do buraco.

Ações emergenciais e isolamento da área

Funcionários da Urbam aplicaram manta asfáltica ao redor da cratera, criando uma elevação em ambos os lados da rua. Essa intervenção visa impedir que a água da chuva forme correntezas e avance em direção ao afundamento. O local permanece completamente isolado e está sob monitoramento constante da Defesa Civil e de agentes municipais.

Atualmente, quatro casas e um prédio com 34 apartamentos estão interditados, resultando no desalojamento de 156 moradores. A Defesa Civil orientou os residentes a retirarem móveis e eletrodomésticos, mas ainda não há previsão para que possam acessar os imóveis de forma segura para recuperar todos os pertences.

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Histórico de instabilidade e expansão da cratera

A cratera, que surgiu no último sábado (7), voltou a ceder na tarde de segunda-feira (9), aumentando de tamanho após a queda de parte da tubulação e do asfalto. Um vídeo gravado por um morador capturou o momento exato dessa nova expansão. Felizmente, não houve registros de feridos.

Esta não é a primeira ocorrência do tipo na região. A rua Felisbina de Souza Machado, onde a nova cratera se abriu, já possui um histórico de 15 anos com afundamentos. Há duas semanas, um buraco gigante engoliu um caminhão no mesmo local, a apenas 250 metros de distância. Ambas as crateras ficaram instáveis durante o temporal, com laterais cedendo e até um poste sendo engolido pelo novo afundamento.

Resposta das autoridades e concessionárias

A Prefeitura de São José dos Campos emitiu uma nota afirmando que a interdição dos imóveis foi uma medida preventiva para garantir a segurança. Equipes das concessionárias EDP, Sabesp e Comgás estão atuando em conjunto com a Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Secretaria de Obras para avaliar tecnicamente a situação e adotar as providências necessárias.

A Sabesp informou que concluiu adaptações nas tubulações afetadas por um rompimento de galeria de águas pluviais, enquanto a EDP trabalha na substituição de postes e reconstrução da rede elétrica. A Comgás interrompeu o fornecimento de gás em alguns imóveis como medida de segurança.

Incerteza sobre o retorno dos moradores

Com a cratera ainda instável, a chuva persistente e a causa do afundamento do solo desconhecida, não há previsão de quando os moradores poderão retornar aos seus lares. As famílias afetadas receberam cestas básicas e colchões, sendo abrigadas em casas de parentes e amigos. A Defesa Civil planeja liberar a retirada de pertences mais robustos, como sofás e geladeiras, mas o acesso permanece controlado devido aos riscos.

A situação continua crítica, com autoridades monitorando de perto qualquer nova movimentação do solo. A rua segue interditada no trecho que abrange tanto a nova cratera quanto a mais antiga, reforçando a necessidade de investigações aprofundadas para prevenir futuros incidentes.

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