Moradores de Rio Branco denunciam acúmulo de lixo e entulho por idoso em casa
Acúmulo de lixo por idoso em Rio Branco preocupa moradores

Moradores de Rio Branco denunciam acúmulo de lixo e entulho por idoso em casa

Moradores do bairro Jardim Tropical, em Rio Branco, no Acre, estão em alerta devido a um vizinho que acumula lixo e entulhos em sua residência. A situação, que já dura pelo menos quatro anos, tem gerado preocupação na comunidade local, com relatos de atração de animais peçonhentos e riscos significativos à saúde pública. Vídeos gravados pelos próprios moradores viralizaram nas redes sociais, ampliando a visibilidade do caso.

Intervenção das autoridades municipais

Nesta segunda-feira, 13 de maio, uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) esteve no local para avaliar a situação. A pasta está organizando uma ação conjunta com outras instituições para uma possível intervenção na área. Segundo informações oficiais, o morador em questão é um idoso que vive sozinho e atualmente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco desde a semana passada. O motivo específico da internação não foi divulgado pelas autoridades.

Reclamações da vizinhança

Uma das vozes mais ativas na denúncia é a influenciadora digital Ludmilla Cavalcante, que reside na região. "Está cada vez pior. Agora está extremamente insalubre para todo mundo. A gente não sabe nem como ele entra, nem como sai daí", lamentou ela. Ludmilla destacou que o problema não é recente, com moradores mais antigos relatando episódios similares no passado. Em 2002, por exemplo, foi necessária uma intervenção para remover entulhos acumulados pelo mesmo indivíduo.

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"Ele sempre foi acumulador. Piorou muito de quatro anos e meio para cá, que foi quando ele voltou do Nordeste. Passou um tempo fora, aí começou com essa compulsividade de juntar caixas, nichos de madeiras e afins", criticou a moradora, enfatizando a gravidade do cenário atual.

Limitações legais e ações judiciais

Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o secretário Ivan Ferreira explicou que, por se tratar de uma residência particular, as equipes da prefeitura não podem adentrar o imóvel sem autorização judicial. Por isso, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual do Acre (MP-AC), através da Promotoria da Pessoa Idosa, que está acompanhando a situação e já ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça do Acre. A decisão sobre as medidas necessárias agora depende da Justiça.

"A gente acompanha a situação, teve a repercussão do vídeo, os moradores estão preocupados. Estamos trabalhando para buscar solução, já entramos em contato com a assistência social do PS e sabemos que ele está lúcido. É um caso preocupante, complexo e a prefeitura não tem como adentrar em um espaço sem autorização", afirmou o secretário.

Busca por familiares e próximos passos

Ivan Ferreira acrescentou que a secretaria tem tentado localizar familiares do idoso, mas há informações de que sua família não é do Acre. "Não achamos nenhum familiar, ele é do Rio Grande do Sul. Conseguimos achar uma vizinha que conhece ele e disse que ele autorizou a gente entrar e fazer a limpeza. Mas, aguardamos o parecer dos órgãos fiscalizadores", explicou. Ele ressaltou a necessidade de envolver especialistas de diversas áreas, como zoonoses, meio ambiente e a Secretaria de Cuidados da Cidade, devido à presença de animais e aos riscos ambientais.

Os moradores continuam aguardando uma solução definitiva, enquanto as autoridades agem dentro dos limites legais para resolver este caso complexo que afeta a qualidade de vida e a segurança da comunidade local.

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