Mais de 28 mil pessoas residem em zonas de perigo em Teresina, revela levantamento municipal
Um estudo abrangente sobre riscos geo-hidrológicos na capital piauiense apontou que mais de 28 mil habitantes de Teresina vivem atualmente em áreas consideradas perigosas. O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), entregue oficialmente ao prefeito Sílvio Mendes na última sexta-feira (27), identificou precisamente 167 locais com vulnerabilidade a fenômenos naturais envolvendo água e solo em todo o município.
Classificação detalhada das áreas de risco na capital
O levantamento, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades, classificou as zonas de perigo em três categorias principais. Conforme os dados apresentados, sete áreas foram consideradas de risco muito alto, enquanto 66 locais receberam a classificação de risco alto e outras 94 áreas foram enquadradas como de risco médio.
A distribuição populacional nessas zonas revela que a maioria dos afetados – aproximadamente 24.156 pessoas – reside em áreas de risco médio. Já as regiões classificadas como de risco alto abrigam cerca de 4.116 moradores, e as zonas de risco muito alto concentram 108 habitantes em situação especialmente vulnerável.
Problemas principais e características geográficas das áreas mapeadas
Os principais problemas identificados pelo estudo municipal são inundações e deslizamentos de terra, fenômenos que representam ameaça constante para milhares de famílias teresinenses. A análise geográfica demonstrou que grande parte das áreas mapeadas está situada em regiões de planície, próximas aos rios Parnaíba e Poti, onde ocorre maior incidência de alagamentos durante períodos chuvosos.
Por outro lado, nas áreas mais elevadas da cidade, as encostas íngremes criam condições propícias para deslizamentos e queda de blocos de terra, aumentando significativamente o perigo para os moradores dessas localidades. O plano inclui propostas concretas de intervenções para reduzir os riscos, com foco especial nas regiões classificadas como de risco alto e muito alto.
Bairros com maior concentração de população em situação vulnerável
Entre os locais com maior número de pessoas expostas a riscos geo-hidrológicos, destaca-se a Rua José Miguel Haddad, no Residencial Torquato Neto III, onde mais de 8 mil moradores enfrentam risco médio de alagamento e inundação. Em seguida, aparece a Rua El Shaday, no bairro Lindalma Soares, com aproximadamente 5,7 mil habitantes vivendo em áreas com risco médio de inundação.
O estudo relacionou diversos bairros teresinenses conforme seu nível de risco:
- Risco médio: Residencial Torquato Neto III, Cancela, Pedro Balzi, Angelim, Alto Alegre, Parque Jacinta, Santa Cruz, Santo Antônio, Três Andares, Cristo Rei, São Pedro, São Domingos, Santa Rosa, Lindalma Soares, Dilma Rousseff, Chapadinha, Pedra Mole, Santa Tereza, Água Mineral, Verde Lar, Cidade Nova, Mocambinho, São João, Bela Vista, Catarina, Vale Quem Tem, Mafrense, Vila da Paz, Nova Brasília, Lagoa Pantanal, Parque Alvorada, Redenção, Monte Alegre, Porto do Centro, Afonso Gil, Itararé, Parque Poti, Santana, Satélite e Parque Bumerangue.
- Risco alto: Pedro Balzi, Angelim, Areias, Santa Cruz, Mocambinho, Bela Vista, Três Andares, Santa Teresa, Lagoa do Mocambinho, Alto Alegre, Verde Lar, Cidade Nova, Catarina, Chapadinha, Mafrense, Lagoa Pantanal, Afonso Gil, Porto do Centro, São Sebastião, Itararé, Recanto Pássaros, Satélite, Vale Quem Tem, Pedra Mole e Parque Bumerangue.
- Risco muito alto: Ramal da Cancela (Santa Teresa), Rua Colombo (Bela Vista), Rua Santa Rosa (Três Andares), Rua Flor do Tempo (Pedro Balzi) e Rua Cedro (Poti Velho).
O Plano Municipal de Redução de Riscos representa um importante diagnóstico da situação de vulnerabilidade em Teresina e estabelece diretrizes fundamentais para ações preventivas e corretivas que possam garantir maior segurança para a população afetada por esses riscos geo-hidrológicos.



